Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 18/10/2019
O filme “Obrigada por Fumar” relata a história do protagonista, dono de uma empresa de cigarros, no qual precisa incentivar seu consumo sem omitir o mal que o tabaco desencadeia. Fora da ficção, a realidade não está distante, visto que a indústria cultural impõe padrões que contribuem para o aumento no número de consumo de tabagismo entre os jovens brasileiros, e esses possuem seus efeitos desencadeados por toda a sociedade.
A princípio, a imposição indireta de padrões feita pela mídia, seja por filmes, seja por vídeo-games, por exemplo, desperta o desejo de consumo do fumo entre os jovens. Consoante a teoria “Habitus”, do sociólogo Pierre Bourdieu, a sociedade incorpora as estruturas impostas a sua realidade e por fim reproduzem. Nesse contexto, a necessidade de aceitação social dos jovens os incentivam a seguir padrões, como fumar e assim os “impor” a outrem.
Ademais, as consequências do consumo de cigarro afetam não somente o usuário, mas também a comunidade. Nesse diapasão, a extensão desses efeitos deslegitima o direito de liberdade de escolha daqueles que escolheram não fumar, assegurado na Constituição, mas que podem sofrer com as sequelas tanto quanto aqueles que fumam. Desse modo, o fumo passivo, resultado da inalação de poluentes trazidas pela combustão do tabaco, pode desenvolver tumores malignos no trato respiratório e já atingem mais de 14 milhões de brasileiros, segundo o Ministério da Saúde.
Em suma, está claro que os elevados índices de tabagismo entre os jovens são um problema de âmbito não apenas social, mas público. Portanto, é imprescindível o auxílio do Ministério Público Federal, principal competência que rege os investimentos nesse setor, na regulação da mídia, por meio de fiscalizações de conteúdo transmitidos para crianças e jovens, principalmente em vídeo-games, objetivando diminuir o consumo e a pervasiva influência de empresas que agradecem os jovens por fumar.