Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 19/08/2019
Uma toxicomania caracterizada pela dependência física e psicológica do consumo de nicotina, substância presente no fumo - o tabagismo - atinge e diminui a qualidade e expectativa de vida de 25 % da população brasileira e, aproximadamente, 14% da mundial conforme relata a Organização Mundial da Saúde. Nesse contexto, torna-se indispensável a discussão sobre os desafios e as consequências que o vício em tabaco provoca na sociedade mundial - prática que iniciou nos três primeiros séculos após o descobrimento da América e que persiste no século XXI.
A princípio, uma das causas que motivou a construção de uma cultura do vício em cigarro foi a falta de mecanismos de fiscalização em propagandas que a indústria tabagista promovia. Isso ocorreu entre os anos de 1920 a 1950 e deu oportunidade ao setor de utilizar diversos recursos da publicidade para dizer que “fumar é bom” e transmitir uma imagem de autoconfiança, liberdade e status. Dessa forma, os efeitos nocivos ocasionados pelo uso foram omitidos e era comum ver profissionais da área de saúde, estrelas de Hollywood e atletas de elite ilustrando os anúncios de diversas marcas e enfatizando o seus supostos “benefícios”. Atualmente, mesmo que a propaganda de cigarro seja proibida em vários países, inclusive no Brasil, tal hábito subsiste como fruto de herança e ainda é incentivado pelos mais velhos por terem vivido na época em que associavam o fumo às melhores práticas da vida.
Ademais, a ausência de cuidado com a saúde mental e de ferramentas sociais que incentivem essa cautela também auxilia na propagação do uso de toxina - como a nicotina. Os vazios existenciais, depressão e ansiedade são mazelas que levam pessoas de todas as idades a procurarem um modo inadequado de refúgio: o uso das drogas. Com isso, promovem a falsa ideia de que irão provocar sensações prazerosas e, consequentemente, amenizar os sentimentos ruins e os problemas do cotidiano. Entretanto, a parcela dos cidadãos aptos ao cigarro acabam se submetendo a mais problemas de saúde, pois há um aumento de chance na contração de doenças cardíacas, pulmonares e cancerígenas, causando cerca de 30% de gastos com recursos na saúde pública, conforme afirma pesquisa feita pelo Sistema Único de Saúde.
Logo, sabendo que o consumo de cigarros e de suas substâncias nocivas ainda estão em alta e trazendo malefícios aos fumantes ativos e aos passivos, medidas devem ser tomadas a fim de que amenizem o impasse. Dentre elas: a efetivação de um programa de saúde gratuito, que contenha profissionais da saúde mental e física, para tratar aqueles que sofrem com o vício, pelo Ministério da Saúde e pelo SUS, com a ajuda de campanhas publicitárias que divulguem o novo serviço do governo e de descontos em medicamentos destinados aos que se comprometerem em tratar a toxicomania.