Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 19/08/2019

A 8° Conferência Nacional da Saúde, realizada em 1986 foi um dos momentos mais importantes na definição do Sistema Único  de Saúde (SUS), e debateu três temas principais, dentre eles: “A saúde como dever do estado e direito do cidadão”. Nessa perspectiva, a incidência do tabagismo no século XXI reflete a necessidade de atenção do governo sobre o assunto, sabendo que, o consumo de tal é prejudicial a saúde do indivíduo e torna temerário a instabilidade do governo, que por sua vez terá gastos inesperáveis nas redes de atenção.

Em suma, o sociólogo Émile Durkheim acreditava que tudo poderia acontecer na sociedade, entretanto, existe limite, e quando ultrapassado gera doença, essa teoria ficou conhecida como classificações dos fenômenos sociais: normal e patológico. Nessa linha de pensamento, o tabagismo presente em excesso no indivíduo, classifica uma sociedade doente, e como tal, precisa de remédios, e estes não são barato, por um lado o capitalismo gira como um “carrossel”, pelos consumidores que todos os dias consomem desenfreadamente, pelo outro recursos da união, estado e município que se vão por “torneira abaixo”, para  reabilitação e recuperação da população brasileira.

De maneira análoga, outro fator preocupante é o achismo historicamente enraizado, embora o fumar seja também um vicio assim como o de maconha, por exemplo, a população não consegue ver dessa forma, favorecendo então, para a recusa de aceitação de dependência e busca por ajuda.

A fim de atenuar o problema, o Ministério da Saúde em parceria com redes de comunicação podem amenizar o achismo historicamente colocado, isso poderia se dar através de campanhas em televisão em comerciais de maior audiência como novelas, e até mesmo usar desta para ferramenta de mudanças, com personagem que tenha esse vicio e alguém orientando que é tão mal quanto outros, assim aos poucos, plantando semente, colheria os frutos. É importante também que esse órgão, explore os agentes comunitários que fazem visitas domiciliares, promovendo educação permanente para eles sobre o tabagismo, para ensinar a população das casas que eles visitam sobre esse mal, trabalhando então na prevenção, ou seja, menor  custo e maior benefícios.