Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 19/08/2019
A cultura do tabagismo no Brasil
A Declaração Universal - promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas - prevê que todo ser humano tem o direito assegurado à saúde. Infelizmente, a realidade se contrapõe ao que diz a teoria, tendo em vista que a falta de instrução e o anseio de aceitação corrobora para o uso do cigarro. Dessa forma, é de suma importância que o Estado lance políticas públicas eficazes que mitiguem tal problema de saúde pública.
Inicialmente, é essencial notar que o hábito de fumar está associado a pobreza. De acordo com a Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, o tabagismo persiste na vida dos com menor escolaridade: 13% entre aqueles que estudaram durante 0 a 8 anos; 8,8% na faixa de 9 a 11 anos de estudo; e 6,2% para aqueles com 12 ou mais anos de estudo. Sem dúvida, tais pessoas conhecem pouco ou nada sobre os malefícios do tabagismo e, por conta da baixa renda, têm também têm menos acesso aos tratamentos curativos.
Além disso, embora a propaganda de cigarros esteja proibida nos meios de comunicação brasileiros, os jogos eletrônicos, as novelas e os filmes fazem apologia ao uso do narcótico. Por isso, erroneamente, a fim de se socializarem e de se sentirem na moda, muitos começam a fumar, mas se esquecem, contudo, dos inúmeros malefícios que a prática causa.
Diante do que foi exposto, vê-se que é preciso que o Estado auxilie na manutenção da saúde dos brasileiros. Para tanto, é relevante que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, promova campanhas educativas com comerciais televisivos que explanem sobre o mal causado pelo tabaco e que orientem sobre o tratamento disponibilizado pelo governo aos adictos. Somado a isso, os dois ministérios devem promover encontros educativos nas salas de aula com palestras e cartilhas que orientem os jovens sobre o potencial destrutivo do cigarro e que enalteçam que o que está na moda é o cuidado com a saúde. Feito isso, é certo que o país terá brasileiros mais saudáveis e conscientes.