Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 19/08/2019

Nos cinemas, no século XX, era retratado a elegância de fumar, uma forma habitual de fazer propaganda, visava promover na sociedade o uso ,visto como símbolo de riqueza e poder. Porém, no século XXI, seus malefícios são conhecidos, mas uma grande parcela da sociedade ainda faz o uso do cigarro. Nota-se que o contato precoce junto com o não reconhecimento do vício e a dificuldade de adesão aos programas de tratamento são fatores recorrentes.

É indiscutível que a dificuldade de se atrasar o primeiro contato aumenta a chance de viciação. Conforme o senso de conservação, até os 21 anos, em função do não desenvolvimento pleno do lobo pré-frontal, o indivíduo - apesar de reconhecer o perigo de uma ação- não possui a trava neurológica, que o impediria de agir. Com isso, o adolescente é mais impulsivo e, portanto, mais propenso a expor-se. Consoante à teoria da Modernidade Líquida de Bauman, sociólogo polonês, após o surgimento de novas tecnologias como as redes sociais, as relações sociais tornaram-se frágeis, dificultando, assim, o reconhecimento imediato da doença por parte doas familiares. Portanto, é necessário capacitar os familiares no reconhecimento do uso do tabaco antes que o indivíduo se vicie.

Sabe-se que a nicotina encontrada no tabaco é uma substância psicoativa que causa dependência, provoca mudanças no estado emocional, produzindo uma sensação de prazer. Com o passar do tempo, o fumante passa a ter necessidade de consumir cada vez mais cigarros. Vale ressaltar que mesmo com a proibição de anúncios, o produto é ainda muito utilizados pelos brasileiros. Os avisos nas embalagens e as campanhas existentes não cumprem seu papel quando não atingem os usuários. As campanhas devem ser mais precisas, mostrando casos de pessoas famosas que já sofreram com o problema, tiveram suas vidas destruídas e saíram do vício com o tratamento adequado.

Destarte, é indiscutível que medidas são necessárias para solucionar o impasse. A partir da associação com o CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) os municípios podem abrir edital de estágio destinados a alunos de pós graduação em psicologia, a fim de atuarem em palestras, destinadas à população em geral, apresentando casos reais de pessoas que sofrem com o vício, capacitando-as para o reconhecimento de características que podem diagnosticar a dependência. O Ministério da Justiça, usando as redes sociais e TV, veicular campanhas protagonizadas por ex-viciados, como o intuito de se construir uma sensibilização do público-alvo e conseguir adesão aos programas de tratamento. Com tais implementações, o problema poderá ser uma mazela passada na História brasileira.