Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 18/08/2019
A saúde é um investimento que aborda uma virtude proveniente de um caráter insuflado de racionalidade à vida ao ponderar uma série de colisões com o futuro. Conquanto que, apesar da sua essencialidade, sua banalidade precede a marginalização do bem estar, ocasionalmente retratada no filme ‘‘É proibido fumar’’, o qual faculta voz a protagonista Baby que enfrenta seu vício compulsivo pelo tabagismo e resiste à dependência.
Precipuamente, Pablo Neruda, implica as falhas na perspectiva de um progresso humano ao evidenciar que as escolhas são livres, mas as consequências aprisionam a humanidade em uma cela das suas próprias decisões. Nesse contexto, salienta-se o uso do cigarro ao longo da história como um instrumento de capitalismo e estratificação social que, ao ser disseminado mais intensamente pela industrialização e uso do marketing, mascarava e tolerava, por meio de filmes com personagens fumantes no departamento de Hollywood, o padrão que negava a relação entre o consumo de cigarro e os malefícios à saúde. Analogamente, sob a perspectiva de produção, o tabaco provoca danos socioambientais como, por exemplo, o desmatamento e a contaminação de solo com pesticidas segundo o documento do Instituto nacional de câncer José Alencar Gomes da Silva.
Por conseguinte, destaca-se o tabagismo como propulsor de doenças crônicas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Nesse contexto, segundo o Ministério da Saúde, o tabagismo responde por 12% das mortes em indivíduos com idade acima de 30 anos, o qual representa 14% das mortes por doenças crônicas não transmissíveis, tais como câncer, doenças respiratórias e doenças cardiovasculares. Em outras palavras, a fumaça que se desprende da ponta incandescente de produtos como cigarros contêm as mesmas substâncias tóxicas e cancerígenas que o fumante inala e causa, em não-fumantes, doenças como câncer e infarto.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira, urge que o Ministério da Saúde crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias que evidenciem e detalhem a relação entre o consumo de cigarro e os malefícios à saúde. Complementarmente, o Ministério da Saúde deve disponibilizar profissionais, como psicólogos e médicos, que deem apoio e o estímulo para a continuidade educacional dos fumantes em subjugar o vício e a sua dependência por meio de ações sociais que assegurem as condições de saúde, incentivando as políticas públicas e direcionando maior visibilidade ao tabaco como obstáculo ao desenvolvimento.