Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 18/08/2019
“Bonequinha de Luxo” é um dos mais célebres filmes da década de 60. Na obra, a protagonista Holly tem todo seu charme apoiado em suas mãos, pois carrega sempre consigo um cigarro. Não obstante das telas de cinema, no mesmo período supracitado, o fumo era uma febre mundial. Homens e mulheres utilizavam de tal artifício para demonstrar superioridade, e até mesmo intelectualidade. Entretanto, atualmente acompanhamos todos os dias o resultado de uma vida guiada pelo vício em nicotina: baixa qualidade de vida e diversas doenças crônicas acompanham os usuários de tabaco.
Primordialmente, é preciso entender que o tabagismo ainda é um dos maiores problemas de saúde pública enfrentados em nosso país. Milhões de pessoas morrem anualmente por conta do vício, o que agrava em demasia indicadores sociais negativos de nosso território, devido ao fato da condição do fumante ser considerada uma deficiência de nosso sistema, que não se atenta ao que está faltando à população. Além disso, ainda existem as sequelas deixadas naqueles que não perdem a vida, mas se tornam progressivamente debilitados, não podendo colaborar para uma sociedade mais saudável e cooperativa.
Não há dúvidas de que nos últimos anos as campanhas governamentais tenham se tornado mais rígidas quanto a questão do fumo, principalmente quando se tratam de lugares públicos e avisos quanto aos efeitos colaterais que a pessoa viciada pode vir a ter. Contudo, ainda são situações muito exclusivas, porque mesmo que a queda de fumantes seja expressiva, existem aqueles que iniciam-se hodiernamente nesse mundo. Sendo assim, não basta apenas um aviso em embalagens do produto ou placas em estabelecimentos. Afinal, quando se trata de uma dependência, as reações químicas são muito mais fortes do que pequenos alertas, que muitas vezes passam despercebidos aos olhos do público.
Desse modo, é de suma importância que medidas sejam providenciadas. Em primeiro lugar, atentando-se em cumprir a Agenda 2030 - cartilha promovida pela ONU -, o Ministério da Saúde, incentivado pelo governo, deveria divulgar de forma abundante os dados que alarmam a saúde dos brasileiros, através de campanhas eficientes e que sejam acessíveis ao povo, como por meio da TV e da internet. Ademais, também é preciso um foco especial na parcela jovem da população, que está cada vez mais vulnerável as informações devido as redes sociais, tornando necessária a presença de palestras educativas sobre o tema nas escolas, com a mesmas sendo promovidas pelo Ministério da Educação. Ao aplicarmos tais medidas, caminharemos para um conjunto social com mais saúde e disposição para melhorar sempre.