Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 19/08/2019
O tabagismo, no século XX, era visto como algo popular, presente até em propagandas nos veículos de comunicação. Conforme a população começou a aderir a esse vício, um problema para o Estado surgiu: tratar as doenças causadas pelo tabaco é caro demais para os cofres públicos. Desde então, foi financiada pelo governo uma grande campanha antitabagista. No entanto, o consumo de cigarros no século XXI ainda não foi erradicado, e ele ainda persiste na sociedade brasileira, pois o produto ainda é bem acessível comercialmente.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a população brasileira ocupa o 8º lugar no ranking das maiores populações fumantes, com cerca de 9,7% dela possuindo o hábito de fumar. Apenas essa parcela consomem 30% dos recursos destinados ao Sistema Unificado de Saúde (SUS), segundo o IBGE. Isso evidencia tanto o impacto na saúde pública, quanto na economia brasileira. Embora o Governo tenha financiado campanhas antitabagistas, o tabaco ainda persiste e é necessário tomar novas medidas.
Um dos motivos para essa persistência do consumo do tabaco, é o seu baixo preço. Por um valor de 5 reais, o usuário tem à sua disposição 20 cigarros para o consumo. Um valor relativamente baixo em comparação à outras drogas lícitas e ilícitas, que inclusive são menos viciantes que a nicotina, a substância que causa a dependência no cigarro. Portanto, esse fator é responsável por estimular seu consumo, pois não é um problema financeiro ao fumante.
Portanto, para fazer com que a população brasileira largue o hábito de fumar e deixe de causar prejuízos para o Estado, é necessário que o Governo, mediante o poder legislativo, crie um projeto de lei que estabeleça um novo imposto sobre o tabaco, e também um limite para os níveis de nicotina no produto. Desse modo, os fumantes serão desestimulados a fumar, além de contribuírem para o Estado, o qual pode investir essa arrecadação em novas campanhas antitabagistas.