Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 19/08/2019

Seja fazendo parte de uma cultura pós guerra ou da história do cinema durante as décadas de 20  à 80, o ato de fumar, que antigamente era visto como glamour, símbolo de riqueza e poder, se transformou numa epidemia mundial que causa cerca de sete milhões de mortes anualmente.

O tabaco fumado em qualquer uma de suas formas é a principal causa de 90% dos cânceres de pulmão e é um fator importante para acidentes vasculares cerebrais e ataques cardíacos fulminantes. Atualmente sendo considerado uma doença pediátrica, visto que a maioria dos usuários começa a fumar antes dos 18 anos, o tabagismo tem um custo global em saúde e perda de produtividade de cerca de 1,4 trilhões de dólares. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2011, o Brasil gastou cerca de 23 bilhões com o tratamento de enfermidades provocadas pelo cigarro e só arrecadou 6 bilhões em impostos com esses produtos.

Além dos malefícios para o fumante ativo, o fumante passivo também corre um risco cerca de 30% maior de desenvolver câncer de pulmão ao inalar a fumaça com mais de 4,7 mil substâncias tóxicas, como o alcatrão e o monóxido de carbono, que ao entrar em contato com a hemoglobina, dificulta a oxigenação e priva alguns órgãos de receber oxigênio, causando inúmeros malefícios. Atualmente se instaurou uma verdadeira cruzada global contra o tabaco, principalmente em função do acesso do jovem a esse produto, ou seus derivados, como os narguilés e cigarros eletrônicos, proibidos em diversos países mas que ainda entram e são vendidos irregularmente em estabelecimentos comerciais.

Tendo em vista isso, é de responsabilidade das entidades federais desenvolver políticas que regulem a publicidade do tabaco, limitando o local de exposição em locais de venda ou até mesmo padronizando embalagens para tornar-los menos atrativos, além da proibição de cigarros com sabor, que são uma porta de entrada para o tabagismo que por consequência, é porta de entrada para outras drogas, além de reforçar as proibições de locais para fumo, preservando assim a vida de todos.