Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 18/08/2019
O hábito de fumar nos dias atuais é tão comum que, embora para outros animais inalar fumaça seja algo repulsivo, para os seres humanos observar alguém fumando nas ruas perpassa o imperceptível, por ser algo tão frequente. O tabagismo tornou-se inerente ao ser humano, uma vez que, onde há fumaça, provavelmente há um dos mais de 1 bilhão de fumantes que existem no mundo. Com tantos adeptos assim, é inegável a necessidade de esclarecimento sobre os danos à saúde causados pela prática de fumar.
Na metade do século XVIII, com a invenção da máquina de fazer cigarros, o tabagismo foi fortemente abraçado pela indústria da propaganda, onde os slogans de marcas de cigarros eram estampados por todos os lados das cidades. Conforme a sua ascensão, o ato de dar baforadas tornou-se sinônimo de status, poder, sedução e glamour. Entretanto, atualmente sabe-se que o tabagismo é a principal causa de doenças respiratórias graves, e algumas com danos irreversíveis, como o enfisema pulmonar, além disso, fumantes possuem maiores chances de desenvolver outros tipos de câncer, como os de boca, laringe, estômago, e ainda doenças vasculares e coronárias. Dentre as mais de 2 mil substâncias tóxicas presentes no tabaco, a nicotina, o alcatrão e o monóxido de carbono são as mais conhecidas. As sensações de satisfação e bem estar ligadas ao tabagismo provém da ligação da nicotina, por exemplo, com receptores neurais que liberam neurotransmissores como adrenalina, onde em segundos o fumante sente-se fugaz, vivo, e em seguida, neurotransmissores como a dopamina trazem a sensação de relaxamento. Todavia, a inalação da fumaça quente queima as vias respiratórias, e os danos causados à saúde são inúmeros, uma vez que o fumante necessita de mais de um cigarro para alimentar essa cascata química viciante. Por conseguinte, a divulgação de pesquisas após a década de 50 fez o mundo descobrir que o cigarro fazia mal, e o governo respondeu aumentando impostos sobre os cigarros, no Brasil, o cigarro é o produto industrial que mais paga imposto, de modo que mais de 6 bilhões de reais são arrecadados pelo governo, onde 2 bilhões apenas são gastos com a saúde dos fumantes. Apesar disso, estima-se que 10 milhões de pessoas sejam vítimas do fumo até 2030.
O tabagismo como um problema de saúde pública mundial deve ser combatido, para tal, o governo deve aumentar a verba destinada ao tratamento e erradicação do tabagismo, como também intensificar suas ações educacionais sobre os danos do tabaco à saúde, alertando a população através da grande mídia, escolas, universidades e comunidades. Ademais, práticas terapêuticas para quem deseja parar de fumar devem ser amplamente facilitadas dentro do sistema único de saúde, como a distribuição de medicamentos para controle de crises de abstinência e acompanhamento psicológico especializado.