Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 18/08/2019

Desde o início do século XX o hábito de fumar era sinônimo glamour, elegância e poder, sendo difundido até mesmo nos cinemas. No entanto, com o passar do tempo, pesquisas mostraram que essa prática estava associada com o risco de desenvolvimento de várias doenças, e, dessa forma, as propagandas que estimulavam o uso do cigarro foram proibidas. Apesar disso, na sociedade atual, muitas pessoas ainda utilizam o tabaco, muitas vezes por questões sociais ou educacionais.

Em primeiro plano, a influência de amigos é uma das causas da prevalência do tabagismo atualmente. Se antes as pessoas eram persuadidas a fazerem o uso do cigarro por artistas como Marilyn Monroe, agora os amigos ocuparam esse papel. Frases como, “é só um trago”, ou “se você fumar pode fazer parte do nosso círculo de amizade”, têm o poder de induzir muitas pessoas a introduzir-se no tabagismo, e, dado que o tabaco possui substâncias viciantes, por exemplo a nicotina, muitos não se limitam ao primeiro trago e tornam essa prática constante.

Ademais, muitos indivíduos crescem sem receber  uma educação tanto familiar quanto escolar sobre o tabagismo. Lev Vygotsky salienta que a escola não pode se distanciar da esfera social, contudo, algumas instituições de ensino não se preocupam com o bem-estar do aluno e acabam ignorando que a saúde é um fator importante na formação educacional. Além disso, algumas pessoas crescem em um ambiente familiar composto por pessoas fumantes e que tratam com naturalidade esse hábito, o que contribui para o tratamento da prática do fumo como algo normal na sociedade.

Fica claro, portanto, que fatores sociais e educacionais contribuem para a persistência do tabagismo no século XXI. Sendo assim, faz-se necessária a ação do governo nas esferas estadual e municipal na promoção de palestras com profissionais da área de saúde, que mostrem o quão prejudicial pode ser o uso do tabaco, atingindo, principalmente, o público dos ensinos médio e fundamental, e, assim, mitigar o índice do tabagismo.