Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 18/08/2019
Sinônimo de elegância e poder, o consumo de tabaco na década de cinquenta ultrapassou os limites do hábito e figurou, por muito tempo, como uma forma de aceitação e identificação social. Desde então, apesar da comprovação científica dos efeitos nocivos do cigarro ter contribuído para enfraquecer a conotação positiva de seu uso, a adesão dos usuários a esse produto ainda desafia países como o Brasil, que precisa lidar com os impactos para a saúde e economia.
À medida em que dados da Pesquisa Nacional por Amostra em Domicílio (PNAD) apontam a relação do tabagismo com o surgimento de doenças, como as cardíacas e os cânceres, evidencia-se o despreparo dos serviços de saúde em lidar com essa realidade. Diante da presença de mais de quatro mil substâncias tóxicas em um único cigarro e da falha nos mecanismos de prevenção de agravos, as práticas de caráter curativo são insuficientes para reduzir o adoecimento dos tabagistas, que chega a mais de 700 mil à cada ano.
Além disso, é importante considerar, ainda, a economia como um dos setores afetados pela problemática. Devido a grande quantidade de pessoas que adoecem em função do consumo do tabaco, mais recursos precisam ser destinados para o tratamento dessa população. Segundo informações da PNAD, os custos chegam a 21 milhões por ano, o que, em 2011, representou 30% do orçamento do Sistema Público de Saúde. Esses dados demonstram que as medidas adotadas para combater o uso do cigarro não estão sendo eficientes.
Logo, percebe-se que o consumo dessa substância acarreta repercussões significativas para a sociedade. A fim de minimizá-las, o Ministério da Saúde deve criar uma Política Pública voltada à educação ativa que priorize a prevenção no combate ao tabagismo, por meio de parcerias com as secretarias estaduais e municipais de educação e saúde, além de ONG’s que tenham experiência comprovada nesse âmbito.