Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 18/08/2019

Em “Euphoria”, série produzida pela HBO, a trama gira em torno da personagem Rue, jovem dependente química que retorna ao lar depois de um longo período em reabilitação. Dessa forma, é construído um enredo que desperta grande sensibilidade no expectador, uma vez que esse visualiza as adversidades individuais e familiares de quem vivencia tal realidade. Fora da ficção, infelizmente, grande é a parcela da população que experimenta tal dependência, mais especificamente, o tabagismo. Segundo dados da OMC, Organização Mundial da Saúde, esse problema mata mais de 7 milhões de pessoas a cada ano, afetando diretamente não só o fumante ativo, mas também o meio ambiente.

Em primeiro plano, o uso de nicotina é responsável pelo desencadeamento de diversas doenças relacionadas, principalmente, aos sistemas cardiovascular e respiratório. De acordo com a revista Galileu, no Brasil, o número de mortes ligadas à doenças pulmonares obstrutivas crônicas é de 24,8 mil, já à cardíacas, o número chega a 36,7 mil. Em razão disso, grande parcela do dinheiro público é gasto no custeamento do tratamento das referidas enfermidades.

Além disso, o tabaco agride ativamente o meio ambiente. Desde a plantação, grande é o número de agrotóxicos usados em seu cultivo, contaminando, em especial, solo e água. Já em estado de consumo, a fumaça do cigarro pode conter até 4700 toxinas, poluindo gravemente o ar. Como resultado disso, uma das propostas da Agenda 2030 inclui controle do tabagismo.

Por tudo isso, dado o grave quadro de tabagismo do século XXI, urge que o Ministério da Saúde desenvolva propagandas nos principais meios midiáticos, como em redes sociais e emissoras de TV, visando maior alcance público, para conscientizar a população dos riscos causados pelo fumo. Além disso, é indispensável a participação do Ministério do Meio Ambiente na fiscalização do plantio de tabaco, para garantia da eficácia deas leis que regulamentam o uso de agrotóxicos.