Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 18/08/2019

O tabagismo é a dependência física e psicológica da substância nicotina presente nos produtos à base de tabaco. De acordo com o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), em 2018, 9,3% dos brasileiros afirmaram ter o hábito de fumar. Esse dado demonstra a existência de um impasse na conscientização do brasileiro sobre o vício que culmina em consequências para a saúde da população fumante.

De início, é importante citar que já existem medidas preventivas em ação como a lei antifumo, alertas sobre os efeitos em propagandas e caixas de cigarros e impostos mais altos incidindo nesses produtos. Porém, ainda assim o percentual de fumantes no Brasil é alto, e esse fato advém de fatores como a influência de outras pessoas e o efeito potencializador do prazer que a nicotina possui. Dessa forma, o fumante se sente incluído socialmente e permanece em um estado psicológico positivo com a manutenção do uso do cigarro, subestimando os malefícios a longo prazo do fumo que são o aumento na prevalência de bronquite crônica, enfisema pulmonar, derrames, infartos e câncer.

Além disso, é imprescindível elucidar que de acordo com Instituto Nacional de Câncer, o Brasil apresenta prejuízo anual de R$ 56,9 bilhões com o tabagismo, enquanto arrecada apenas R$ 12,9 bilhões com os impostos de venda do cigarro. Esses números demonstram um grave problema para a saúde pública do país, visto que além dos gastos que superam o retorno financeiro em cuidados médicos para os fumantes existe a necessidade de aumentar os investimentos em campanhas para reduzir o número de adeptos ao uso de tabaco com urgência.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para superar o impasse do consumo de tabaco no Brasil. Em primeiro lugar, para que os fumantes e os possíveis novos adeptos superem os efeitos sociais e psicológicos positivos desse vício, a Secretaria de Comunicação Social deve criar novos comerciais de televisão e rádio, “outdoors”, panfletos, palestras abertas e vídeos em redes sociais que intensifiquem a informação da população sobre os problemas de saúde acarretados pelo consumo de nicotina. Em segundo lugar, torna-se necessário que os impostos sobre esses produtos sejam elevados em pelo menos 50%, visando custear os investimentos em saúde e em campanhas de conscientização que superam a arrecadação tributária atual. Com essas medidas será possível reduzir os impactos do fumo na sociedade brasileira.