Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 17/08/2019

A campanha realizada pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) “Não deixe o tabaco tirar o seu fôlego” mostra claramente as consequências que o cigarro pode causar para o fumante. Em contrapartida, o consumo exacerbado mundial gera impactos principalmente ligados à Saúde e ao Estado.

Um desses impactos é a saúde pulmonar do indivíduo que consome o tabaco, e além disso, também ao fumante passivo. Apesar de sólidas as evidências sobre os malefícios do tabaco, mostradas até mesmo nas próprias embalagens do cigarro, a pauta sobre o controle do seu uso continua sendo subestimada. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é o principal responsável pelo câncer de pulmão que representa dois terços das mortes por essa doença no mundo.

Ademais, o consumo do tabaco também afeta diretamente o estado. Como por exemplo, no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 30% dos investimentos são feitos no Sistema Único de Saúde (SUS) sendo gastos em casos de tabagismo. Assim, se as taxas percentuais de consumo decaíssem, essa porcentagem poderia ser inserida em outras áreas como medicamentos e vacinas. Outrossim, se torna essencial mudanças estratégicas nas companhas para alcançar o resultado de queda consumo, como por exemplo, formas de como o fumante pode acabar com o seu vício.

Em síntese, é clara a necessidade de uma readequação social para acolher esses fumantes. Nesse sentido, a OMS em parceria com os Governos devem intensificar as campanhas mundiais contra o tabagismo, como também promover debates presenciais ou virtuais com grupos de fumantes, podendo então ajudá-los. Além disso, o meio midiático poderia participar ativamente desse processo com séries e documentários relacionados ao assunto, sendo algo dinâmico e que desperte interesse. Dessa forma, poderá colaborar no impacto mundial que o cigarro trás, e assim, minimizar as taxas percentuais de consumo.