Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 17/08/2019
“Deixa disso camarada, me dá um cigarro”. Oswald de Andrade, no poema “Pronominais”, retratou um dos aspectos culturais brasileiros durante o século XX, o uso do cigarro como moda e simbolo de poder. Apesar do lapso temporal, nota-se que, na contemporaneidade, o tabagismo se tornou um problema de saúde pública, causador de sérias doenças e até de mortes. Nessa perspectiva, é fundamental entender as motivações de tal questão e seus efeitos para o futuro do país.
Em uma primeira análise, é necessário ressaltar que o apelo midiático, feito durante muitos anos, enraizou culturalmente o uso de cigarros no Brasil. Isso deve-se ao fato das propagandas televisivas e de cinema mostrarem personagens e artistas, conhecidos pelo público, fumando constantemente sem mostrar as consequências e o mal de tal produto. Dessa forma, a ação midiática, ao visar o lucro e ao impor um padrão social, contribui com o pensamento de que os indivíduos sofrem com a coerção social, já que os padrões são impostos de maneira generalizada e não visa o bem comum, segundo o sociólogo Émile Durkheim.
Paralelamente a essa questão social, é importante ressaltar que a falta de informação facilitada contribui para um aumento de jovens fumantes. Segundo dados da OMS, mais de 24 milhões de jovens já entraram em contato com o cigarro, e sem conhecimento sobre as doenças causadas pelo produto, o uso da droga se torna mais frequente, podendo gerar um vício. Tal questão pode levar o individuo a provar e desencadear o uso outros tipo de drogas, visto que as sequelas não são imediatas. Assim, a futura vida social e profissional desses jovens podem ser prejudicadas.
É imprescindível, portanto, amenizar os riscos e a prática do tabagismo na sociedade brasileira. A fim de contribuir para uma juventude mais saudável e livre de drogas lícitas, as secretarias de saúde estaduais devem realizar campanhas antitabagistas, voltadas principalmente para o público infanto-juvenil, por meio de documentários e palestras de agentes de saúde nas escolas de ensino médio e fundamental. Ademais, o Ministério da Saúde deve ampliar as campanhas publicitárias nos principais meios de comunicação, como canais abertos de televisão e redes sociais, de amplo alcance nacional, para que promova o aumento de informações sobre os riscos e as doenças promovidas pelo cigarro. Dessa maneira, tal problemática será combatida e a sociedade futura estará livre da cultura tabagista.