Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 19/08/2019
Um vilão chamado tabagismo
Historicamente, o consumo de cigarros sempre foi visto como uma atitude que representava status social. Principalmente durante o século XX, no auge das propagandas estadunidenses com o “American Way Of Life”, nos quais o tabagismo foi consolidado como uma cultura de massas. Entretanto, com o passar dos anos e o avanço dos estudos sociais e medicinais, provou-se que o consumo desses produtos acarreta sérios problemas que afetam não apenas os usuários de cigarro, mas também influencia diretamente a economia de um país. Dessa forma, é essencial analisar os problemas e as consequências do tabagismo.
A princípio, é importante atentar-se para o que faz dos produtos derivados do tabaco tornarem-se vilões. Ao consumir qualquer um desses artigos, a pessoa acaba introduzindo ao organismo cerca de 4700 substâncias tóxicas, entre elas o monóxido de carbono, gás venenoso encontrado também no escapamento de veículos que pode causar diversas doenças respiratórias e o alcatrão, que possui em sua estrutura componentes cancerígenos. Além disso, ainda há a existência de nicotina, que é a substância responsável pela dependência química, fazendo com que um usuário tenha dificuldades de reduzir o consumo pela abstinência. Por fim, vale observar também que não são apenas os usuários que sofrem as consequências dessa toxicidade desses itens, pois as pessoas que estão em torno de um fumante, por exemplo, acabam inalando a fumaça e consequentemente também são contaminadas.
À vista disso, torna-se fácil entender o erro de pensamento que é muito visualizado atualmente. O senso comum acredita que o tabagismo movimenta e beneficia a economia de um país. Entretanto, com tantos problemas de saúde relacionados à esses produtos, há um déficit na conta: os gastos do governo com a área da saúde para tratar todos os que foram prejudicados pelo tabagismo é maior que o dinheiro arrecadado através dos impostos das vendas desses produtos. Ademais, pesquisas também mostram uma relação entre a queda de produtividade profissional com o uso de derivados do tabaco, sendo dessa forma mais uma grave consequência para o país causada pelo tabagismo.
Portanto, fica evidente que o tabagismo não é apenas uma questão de saúde pública, também afeta o país economicamente. Logo, é preciso que haja esforços para reduzir o consumo desses itens. Primeiramente, é essencial a existência de palestras realizadas por ONGs e de grupos como os Fumantes Anônimos que ajudem as pessoas a se livrar do vício da Nicotina. Também é primordial a fiscalização de ambientes públicos por parte do governo para evitar fumantes passivos. Apesar de ser visto como um símbolo de aceitação social, o tabagismo é totalmente prejudicial para a sociedade. .