Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 20/08/2019
O tabagismo é um vício na substância psicoativa nicotina, responsável pela redução na qualidade e na expectativa de vida de milhões de pessoas mundo afora. Além disso, de acordo com o Ministério da Saúde, o cigarro possui mais de 4700 toxinas, incluindo monóxido de carbono e cádmio –usado nas baterias de carros. Diante disso, é preciso analisar as características socioeconômicas predominantes de fumantes e os seus efeitos à saúde.
Mormente, observa-se que, segundo o Jornal Brasileiro de Pneumologia, o perfil de fumantes brasileiros é, em maioria, de pessoas com baixa escolaridade e baixo poder aquisitivo. Dessa forma, infere-se que a falta de instrução e a facilidade de acesso a esse produto são fatores determinantes para a manutenção desse hábito extremamente nocivo tanto para os usuários quanto para a população, haja vista a enorme quantidade de impostos destinados à saúde pública no tratamento de fumantes ativos e passivos. Logo, são necessárias medidas que reduzam as chances de consumo do tabaco.
Ademais, é relevante ressaltar que, devido às substâncias tóxicas e às altas temperaturas do cigarro, o organismo do fumante fica extremamente debilitado, em especial o sistema cardiorrespiratório, visto que essas toxinas vão direto ao pulmão, e de lá, por meio da hematose, aos tecidos sanguíneos. Em face a isso, o médico Dráuzio Varella afirmou que o enfisema pulmonar e o câncer de pulmão são as maiores enfermidades relacionadas ao tabagismo, podendo reduzir em mais de 10 anos a expectativa de vida dos usuários. Portanto, está explícito que o vício em nicotina é absurdamente prejudicial à saúde humana, e por isso, precisa ser combatido com urgência pelos órgãos de saúde, de maneira a prestar o maior apoio físico e psicológico possível a esse público.
Destarte, fica claro que o tabagismo é um problema social grave, que precisa de grande empenho da sociedade para ser combatido. A princípio, o Governo Federal, por meio de uma votação no plenário, deve aumentar os impostos sobre o tabaco, para reduzir sua aquisição, já que os maiores usuários são de classe baixa, pois assim, essas pessoas serão induzidas a diminuírem seu consumo, o que facilitará, posteriormente, o abandono completo do vício. Outrossim, as Secretarias de Saúde municipais devem criar um programa de atendimento e reabilitação a fumantes, o qual deverá contar com pneumologistas e psicólogos capacitados para lidarem com as patologias físicas e psicológicas desse hábito, o que se dará por meio das verbas municipais destinadas à saúde. Feito isso, os cidadãos terão maiores oportunidades de abandonarem o cigarro, tendo em vista que a associação de maiores impostos e atendimento médico são cruciais para convencê-los a buscarem ajuda.