Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 17/08/2019
Émile Durkheim disseminou um pensamento segundo o qual a sociedade funciona como um organismo vivo, ou seja, todos os seus componentes devem viver em harmonia para que seja possível alcançar o equilíbrio geral. Sob essa ótica, é possível fazer uma analogia entre o pensamento de Durkheim e o uso do tabaco no século XXI, visto que o processo de homeostase do corpo humano promove o equilíbrio vital do organismo e o seu mau funcionamento, causado pelo uso de substâncias presentes no cigarro, desequilibra o sistema respiratório, afetando a harmonia do todo. Nesse viés, os problemas causados pelo uso tabaco estão sendo questionados em um panorama mundial, os quais ocorrem devido à dominação capitalista, além de estarem relacionados ao seu uso como entorpecente.
De fato, com o advento da globalização, a dominação capitalista ganhou força por meio da introdução de requisitos para a ascensão social, entre os principais está o tabagismo. Nesse aspecto, o conceito de Indústria Cultural desenvolvido pela Escola de Frankfurt foi a base para o capitalismo midiático, que enfatizou, por meio de propagandas, a importância do uso do cigarro como um objeto de ostentação e respeito social. Assim, embora tais propagandas tenham sido proibidas, o requisito do ato de fumar se perpetuou, fato que caracteriza o século XXI como o " século do último trago", haja vista que, segundo a Organização Mundial de Saúde, mais de sete milhões de pessoas morrem todos os anos vítimas do acúmulo de nicotina no órgão homeostático pulmão.
Além disso, salienta-se que o tabaco também é usado como entorpecente com a finalidade de diminuir o estresse. Nesse contexto, em um episódio da série televisiva Todo Mundo Odeia o Chris, a personagem Rochelle foi abordada por seus filhos que, ao descobrirem que a mãe estava fumando escondida, mapearam todas as consequências que o cigarro pode trazer, enfatizando câncer no pulmão, e ao questionarem sobre o real motivo da mãe fumar, foram surpreendidos pela a resposta de que o estresse estava consumindo-a e que o cigarro era a sua válvula de escape. Paralelamente, essa é a resposta de milhares de fumantes, situação a qual contribui para o aumento dos problemas cardiorrespiratórios da sociedade moderna.
Portanto, às peças midiáticas devem, por meio de propagandas, desconstruírem o ideal elaborado em torno do cigarro, enfatizando as suas principais consequências ao organismo humano, com a finalidade de desvincular o consumo do cigarro como forma de manter o status social. Ademais, cabe ao Governo organizar campanhas nos hospitais e postos de saúde, por meio de políticas públicas, objetivando o atendimento gratuito para pessoas fumantes com cardiologistas e pneumologistas, realizando todos os exames necessários para que seja possível amenizar os problemas causados pelo uso do cigarro.