Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 17/08/2019

O tabagismo, em épocas passadas da história do Brasil, era visto como um símbolo para reconhecer as pessoas mais “importantes” da sociedade. Atualmente, devido aos esforços dos órgãos de saúde, essa não é a visão que o tabagismo traz, já que suas consequências são devastadoras principalmente para quem não consegue livrar-se da dependência da nicotina. Porém, apesar desses esforços governamentais para alertar as pessoas acerca dessas consequências, as taxas de morte precoce, alavancadas por esse vício, ainda são muito altas e despendem um alto custo para familiares e governantes.

Em primeiro plano, é necessário entender que esse vício, considerado uma doença crônica, condiciona o surgimento de diversas outras doenças para os fumantes, desde impotência, cansaço físico constante e perda de memória recente até problemas mais graves e irreversíveis como doenças cardíacas e pulmonares. Assim, o tabagismo é um dos maiores fatores de risco para a saúde e um dos mais graves problemas de saúde em países como o Brasil onde, segundo o Instituto Nacional de Câncer, morrem cerca de 428 pessoas por dia devido a essa dependência.

Além disso, essa doença não traz consequências apenas para os fumantes mas também para suas famílias que acabam desgastando-se tanto emocionalmente quanto financeiramente em tratamentos, internações e reabilitações que eventualmente os dependentes precisarão. Assim, consequentemente, os gastos governamentais também serão exorbitantes tanto por ter que atender a demanda de pessoas doentes quanto por ter que suprir a perda de produtividade devido as preocupantes taxas de morte precoce.

Em suma, faz-se necessário que o Ministério da Saúde amplie as abordagens de tratamento para dependentes de nicotina, através do investimento em estudos acerca de medicamentos que diminuam essa dependência e também da ampliação de centros de desintoxicação química. Ainda assim, também é importante que esse Ministério promova campanhas de atendimentos psicológicos gratuitos para essas pessoas, assim, dando todo suporte que esses pacientes possam precisar para conseguir mudar esse hábito e consequentemente diminuindo as taxas de doenças terminais e mortes precoces causadas pelo tabagismo.