Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 17/08/2019

No contexto social vigente, o termo tabagismo pode ser definido como uma toxicomania caracterizada pela dependência física e psicológica do consumo de nicotina. Dessa forma, é visível os obstáculos enfrentados pela parcela fumante da população, pois segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a sujeição ao tabaco mata 6 milhões de pessoas por ano no mundo, o que evidencia um dos pontos mais graves e discutidos atualmente. No entanto, observa-se que essa questão tem ocorrido por despreocupação política, além de negligência da sociedade.

Em primeiro plano, deve-se analisar a falta de preocupação da governança como principal causadora do problema. Desse modo, é possível remeter ao fato histórico do uso intenso do tabaco após sua descoberta em 1498, principalmente pela classe burguesa como sinal de riqueza e finura. Entretanto, hodiernamente, o que se tem observado é um escassez de medidas viáveis para que haja a redução do número de fumantes, o que resulta em um aumento dos casos de morte que envolvem o uso desenfreado dessas toxinas, provocado por uma gestão ineficaz e preocupada em gastar tempo e verba em outras áreas como a educação,  o que faz com que o caso se agrave.

Paralelo a isso, é essencial aludir sobre a desaplicação social como outra imortalizadora do emblema. Dessa maneira, é exequível referir-se ao que afirmava Honoré de Balzac, famoso escritor francês, “um vício custa mais caro que manter uma família”. Fator que comprova o desvio de pensamento de uma parte do corpo social, o que os impede de crer em uma possibilidade de libertação do vício, tendo esse como algo que pode ser diminuído mas não extinguido, o que gera agravamento da barreira.

Entende-se, portanto, que a continuidade da questão do tabagismo no século XXI, na contemporaneidade, é fruto do pouco auxílio político e da desatenção do público. Diante disso, o Governo Federal, em parceria com Ministério da Saúde, deve criar um programa de atendimento específico ao fumante, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo que este atue tanto como atendimento clínico, quanto por acompanhamento psicológico, por meio da análise de iniciativas tomadas em outros países, com o objetivo de modificar o cenário hodierno. Ademais, é indispensável as instituições de ensino, juntamente com organizações não governamentais (ONGs), promovam palestras sobre as consequências do uso intenso do cigarro na vida cotidiana, dando enfase aos principais riscos que este pode causar, com o apoio de psicólogos e médicos especializados, voltado a jovens e adultos, com o intuito de acabar com tamanho desmazelo.