Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 17/08/2019
É preciso, inicialmente, observar que, a lei 12.546, sancionada em 2011, proíbe a propaganda em ponto de vendas que cigarro, o que fez com que 33% dos brasileiros parassem de fumar. Entretanto, mesmo com essa em vigor, o tabagismo continua sendo um problema explicitamente grave no Brasil, haja vista que o país é o segundo maior produtor de tabaco do mundo. Dessa forma, deve-se analisar como o hipercapitalismo e a influência social intensificam a problemática em questão.
Em primeira análise, observa-se que, de acordo com as análises do filósofo alemão Karl Marx, a sociedade está inserida em um modelo hipercapitalista, que visa constantemente a maximização dos lucros. Analogamente, tal pensamento é atrelado à indústria do cigarro, que, por sempre estar interessada no capital, comercializa e incentiva o uso do tabaco, mesmo que este possa debilitar cada vez mais a saúde da população e o meio ambiente.
Ademais, nota-se que a influência social também é responsável por essa problemática. Isso ocorre porque, segundo o sociólogo Émile Durkheim, o ser humano possui uma maneira coletiva de agir e pensar. Devido a esse fato, é observado que, por incorporar e reproduzir as estruturas sociais de sua época, a população acaba sendo influenciada por hábitos que são comuns na sociedade, mesmo que sejam extremamente prejudiciais à saúde, como o tabagismo, o que faz com que esse vício se torne um problema cada vez mais presente.
Torna-se evidente que medidas intervencionistas são necessárias para que tal problemática seja resolvida. Portanto, o Ministério da Saúde, em parceria com as mídias digitais, deverá promover propagandas nos veículos de comunicação à respeito dos danos que o uso do cigarro pode proporcionar à saúde e ao meio ambiente, a fim de que o tabagismo possa deixar de ser um problema mundial, que traz estragos à todos ao redor.