Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 16/08/2019
O tabaco no século XXI
O tabagismo está presente na história da sociedade pelo menos desde o século XV, tendo sido, ao longo do tempo, consumido de diferentes formas. Com o advento da Revolução Industrial e, com ele, o surgimento da cultura de massas, mídias, principalmente filmes e propagandas, têm feito uso da imagem do consumo de tabaco como um estilo de vida associado a sedução e poder. Atualmente, seu uso é condenável por entidades de saúde, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), e sua veiculação pela mídia proibida devido ao seu alto valor viciante e risco à saúde.
A Legislação brasileira, adotando normas da OMS, como forma de reduzir o consumo de tabaco, prevê controle sobre a sua comercialização, com o aumento de impostos, proibição de propagandas e qualquer forma de exposição que corroboram a ideia de consumo legal e saudável, além de alertas de saúde nos maços. Nesse interím, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) comparou o consumo de fumantes frente as novas regras, em 1989 eram 34,8% e em 2017 reduziu para 13,7%. Em controvérsia, mesmo com as normas adotadas pela a OMS, o número ainda não é suficiente para sufocar o crescimento da comercialização mundial, principalmente em vigência do contrabando.
Historicamente, conforme crescia o seu consumo, crescia, também, os casos de doenças associadas a ele. Casos como câncer, em fumantes ativo e passivos, abortos espontâneos, mortes fetais, nascimentos prematuros e o aumento uso de outras substâncias ilícitas, como crack, são consequências do consumo prolongado e a falta de medidas, pelo Governo, para o combate da problemática vigente.
Diante dos argumentos supracitados, é dever dos Ministérios da Justiça e da Saúde tornar as leis mais rígidas diante consumo e comercialização de tabaco, além de punições mais severas, como prisão, para aqueles que não as cumpram. Soma-se isso a investimentos em campanhas e tratamentos públicos no intuito de diminuir os casos que levem a morte.