Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 17/08/2019
Nos cinemas na década de 50 fumar era símbolo de glamour, visto que tal prática era uma forma de promover seu uso na sociedade, uma vez que era associado ao status de riqueza e poder. No que tange ao período atual, são explícitos os malefícios causados pelo tabagismo. A evidência disso está, sobretudo, nos danos à saúde, como dificuldades respiratórias e câncer de pulmão, bem como nos prejuízos à produtividade econômica e ao meio ambiente.
A princípio, sabe-se que o tabagismo é uma doença que causa dependência química e psicológica devido ao excesso de nicotina no organismo. Dessarte, os problemas relacionados aos impactos do cigarro na saúde dos indivíduos, como câncer do aparelho digestivo e pulmonar, infarto, infecções respiratórias, entre outros, somado ao tabagismo passivo, o qual se caracteriza pelo ato de inalar a fumaça de derivados do tabaco proveniente de um fumante, e, consequentemente, contrair seus malefícios, representam a falta de medidas efetivas para a mudança de tal cenário. Conforme preconizado por dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o cigarro é a maior causa de mortes que poderiam ser evitadas, cerca de 10 mil por dia.
Paralelamente, vale ainda salientar os prejuízos causados pelo tabagismo ao meio ambiente e a economia. Isso em razão de que o tabaco, do cultivo até o consumo, afeta o solo, água, ar e ainda provoca desmatamento, sendo o principal impacto - decorrente da fumicultura. Além disso, a economia mundial possui um custo de mais de 1 trilhão de dólares por ano com o tabagismo, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde - OMS. Colabora para essa visão a afirmação do filósofo francês Sartre, o qual preconizou que o ser humano é livre e responsável, cabe a ele escolher seu modo de agir.
Com efeito, torna-se evidente a necessidade de superar os problemas com o tabagismo no século XXI. Para tanto, o Governo Federal por meio do Ministério da Saúde, deve investir na construção de clínicas de apoio aos dependentes de tal nocividade, promovendo palestras ministradas por médicos e psicólogos, com o objetivo de abordar as consequências do tabagismo e seus efeitos no organismo, bem como incentivar tais indivíduos a abandonarem a prática do fumo. Ademais, cabe aos meios midiáticos, juntamente com o Ministério da Saúde, promover campanhas de conscientização, por intermédio de cartazes em estabelecimentos públicos e postagens nas redes sociais, afim de alcançar um número maior de indivíduos conscientes dos malefícios à saúde humana e ao meio ambiente. Por fim, o Governo precisa adotar políticas públicas de elevação no preço dos cigarros, visando minimizar os prejuízos na economia. A partir de tais medidas, é possível solucionar tal problemática.