Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 15/08/2019

A série “Mad Men”, ganhadora de 4 globos de ouro, retrata uma agência de publicidade dos anos 1960, época em que fumar era um ato glamuroso, por isso o cigarro é quase onipresente na cenografia dessa produção. Saindo da ficção, a era de ouro do tabaco de fato existiu, entretanto conforme avanços no campo científico se concretizaram, a constatação da nocividade do tabagismo foi comprovada e, dessa forma todo o mal dessa prática foi escancarado, nem para todos é claro. Nesse sentido, mesmo com toda essa abundância informacional, que não chegou de maneira uniforme, apesar da redução, essa prática ainda é muito vigente e seus malefícios consistem no alto prejuízo ao sistema público de saúde, bem como na perca de qualidade de vida dos fumantes.

Em primeiro lugar, o tabagismo é responsável por uma gama de doenças, as quais vão desde problemas cardíacos, até enfisema pulmonar e todas elas são muito custosas. De acordo com o Ministério da Saúde, o prejuízo advindo da prática em questão ultrapassa os 56 bilhões por ano aos cofres públicos, dispostos em gastos com tratamento e perca de produtividade. Nesse contexto, o fumo representa um foco causador de problemas para o sistema público tratar, sendo, então, um ralo desnecessário para o recurso da união.

Outro aspecto, é a consequência negativa direta, que esse ato vicioso imprime na saúde, tanto psíquica, quanto física. Para a filosofia epicurista, os prazeres se dividem em essenciais e não necessários e, de acordo com esse pensamento, se o indivíduo pauta a sua vida nos do segundo tipo, a sua existência está fadada à infelicidade. Nessa perspectiva, uma pesquisa feita pela University College London, em 2015, comprovou que o fumante tem 70% mais chances de desenvolver depressão. Não fosse isso, os danos na saúde perpassam: câncer, impotência, queda na disposição e destruição do sistema respiratório.

Portanto, muito devido ao fato de que a abundância de informação e esclarecimento não ter atingido toda a população, o tabagismo ainda imprime sérios problema para a espera socioeconômica, dessa forma faz-se mister que ações que evidenciem, ainda mais, esses problemas e consequências devem ser tomadas. Para tal, o Ministério da Saúde deve recrutar produtores de conteúdo para as redes socias, a fim de promover uma intensiva campanha de conscientização e alerta, por meio de vídeos lúdicos, que evidenciem todos os malefícios do tabaco. Destarte, é usando o mesmo marketing, que um dia elegeu o cigarro ao status de glamour, como algo a ser evitado pela escolha individual.