Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 15/08/2019
Os povos indígenas antes do advento da colonização portuguesa no Brasil, já utilizavam o tabaco de várias formas. Tal panorama não se distancia da realidade brasileira, pois o tabagismo está presente até os dias atuais. Nesse prisma, é necessário que haja um debate social acerca do problema em questão e suas consequências na saúde e no meio ambiente.
Em primeira análise, é relevante ressaltar que segundo dados da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) o tabaco é responsável por cerca de seis milhões de mortes em todo o mundo. Haja vista que seu uso ocasiona inúmeros prejuízos a vitalidade, como: a dependência, distúrbios no metabolismo, o surgimento de patologias como o câncer de pulmão, o enfisema, as doenças cardiovasculares e etc.
Ademais, os malefícios do cigarro também atingem o meio ambiente: cerca de 5% do desmatamento nos países em desenvolvimento é de responsabilidade das indústrias de tabaco, pois a cada 300 cigarros produzidos, uma árvore inteira é queimada para alimentar os fornos e estufas de secagem das folhas de fumo, conforme o Instituto Nacional do Câncer (INCA).
Outro fator a ser salientado é que o cultivo de tabaco exige o uso de altos níveis de agrotóxicos que contaminam o solo e o ar. Segundo dados do INCA, bitucas de cigarro podem levar até cinco anos para se decomporem e estão entre os resíduos sólidos mais encontrados em praias e bueiros; 25% de todos os incêndios são provocados por pontas de cigarros acesas, sejam em casa ou em florestas.
Em vista dos aspectos supracitados, cabe ao Ministério da Saúde junto com os veículos de informação alertar sobre os efeitos nocivos de tal substância no organismo do usuário e de quem convive, os chamados “fumantes passivos”. Também, o Ministério da Educação deve distribuir cartilhas nas escolas com o intuito de conscientizar desde cedo a população sobre os tratamentos para quem tem o vício. Desse modo, alcançaremos melhores índices de saúde pública.