Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 14/08/2019
O tabagismo é o ato de se consumir cigarros ou outros tipos de produtos que contenham tabaco, cujo princípio ativo é a nicotina, substância responsável pela dependência. Nessa perspectiva, o uso negligenciado e exagerado dessa substância problematiza um despreparo significativo de orientação e encaminhamento na demanda desses indivíduos, o que se deve a fatores como displicência estatal e cidadania frequentemente desnorteada.
Em primeiro plano, ressalta-se que a demasia no uso do cigarro ultrapassa os chamados fumantes passivos, ou seja, aquele corpo social que tem contato indiretamente com a fumaça do tabaco. De acordo com a psicóloga Silvia Ismael, a fumaça da ponta do cigarro têm três vezes mais elementos cancerígenos, uma vez que conforme a carga recebida, o indivíduo pode desenvolver exatamente as mesmas doenças de quem fuma por opção. Nesse contexto, a probabilidade dos cidadãos que convivem com fumantes é de 30% para ocasionar um câncer no pulmão, o que maximiza a dependência na saúde publica, além de corroborar para o desenvolvimento de paralisias, lesões ou deficiência no movimento caso o tumor alcance o sistema nervoso central.
Concomitantemente, há uma relação intrínseca com o uso de cigarro durante a gravidez e a formação de abortos espontâneos ou nascimentos prematuros. De acordo com o ginecologista Nilson Roberto de Melo, metade das mortes de bebês prematuros é causada pelo tabagismo. Paralela a essa ótica, quando a grávida é fumante a concentração de nicotina fica armazenada no ovário, aumentando as chances de complicações durante o parto. Outrossim, o tabaco reduz a produção do hormônio prolactina, necessário para a produção do leite, posto que o leite materno com concentrações de nicotina podem danificar a saúde do bebê durante muitos anos, além de corroborar para o alargamento de problemas respiratórios durante a infância.
Fica perceptível, portanto, que é necessário metidas socioeconômicas ao uso incoerente do cigarro para minimizar a conjuntura atual. Logo, é essencial que o Ministério da Saúde em conjunto com as Instancias Municipais atue na causa promovendo debates, palestras e campanhas de cunho educativo e precavido no cenário escolar e midiático, ampliando o conhecimento a cerca das consequências do ato negligenciado de inalar substancias tóxicas ao decorrer dos anos e ao longo da gravidez, a fim de evitar problemas futuros e conscientizar a população de que o cigarro trás mais malefícios do que benefícios. Assim, aumentam as chances de se alcançar uma sociedade pragmática e realmente consciente e saudável.