Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 19/08/2019

No século XX, a indústria cinematográfica de Hollywood popularizou o uso do cigarro entre os cidadãos, na medida em que o fumo estava associado ao luxo, sedução e poder. Hodiernamente, embora o número de fumantes tenham diminuído em 36%, segundo o Ministério da saúde, a inércia governamental em propor medidas preventivas eficazes de combate ao fumo promove a proliferação dos usuários passivos e ativos no seio social. Ademais, as pressões coletivas advindas de uma sociedade hedonista induz o ator a fumar como forma de fugir das visões pré-concebidas da realidade contemporânea.

Primeiramente, sob a ótica do filosofo Michael Foucault, o governo tem capacidade de controlar os problemas sociais e, nesse caso, proteger e conscientizar os cidadãos. Contudo, a tradicional tendência que os políticos têm em investir em setores voltados puramente para o enriquecimento econômico do país faz com que haja a multiplicação de seres adoecidos pelo fumo. Isso é decorrente da falta de comprometimento do Governo em estabelecer medidas eficazes e preventivas de sensibilização do cigarro como uma droga lícita, com alto potencial destrutivo, em toda a extensão social, financeira e afetiva do tecido coletivo.

Em segundo exposto, segundo o sociólogo Émile Durkheim, todo e qualquer indivíduo que não corresponde aos anseios do seio coletivo tende a ser excluído pelos seus componentes Nessa lógica, o ator que não se encaixa nos moldes socioculturais de uma sociedade frívola, superficial além de centrada na busca por prazeres efêmeros recorre ao tabagismo como forma de aliviar a cruel exclusão coletiva que o meio desempenha na pessoa. Desse modo, o ser grupal se torna dependente da droga adquirindo, a longo prazo, patologias como enfisema pulmonar e o câncer de pulmão, ao mesmo tempo em que desenvolve transtornos psíquicos – como a depressão e a ansiedade.

Destarte, para que a quantidade de tabagistas decresça de forma substancial na comunidade, urge que o setor legislativo estabeleça um maior endurecimento nas leis referentes ao ato de fumar em locais públicos, por meio do fechamento imediato dos estabelecimentos que contenham os fumantes, assim como um maior aumento das indenizações financeiras a serem pagas pelos donos comerciais que vendem o cigarro. Por fim, na intenção de promover uma sensibilização consistente sobre os males do fumo é preciso que as mídias, mediante documentários periódicos, apresentem o cotidiano real de pessoas vitimas do vicio em que essas detalharão suas experiências, desafios bem como suas lutas, a fim de demonstrar os males do tabaco e suas implicações no seio grupal.