Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 17/08/2019
Durante a Idade Média o tabaco possuía caráter sagrado e era bastante utilizado pelos indígenas em seus rituais ou para fins medicinais. Hoje, apesar de não possuir as mesmas finalidades, sabe-se que existe um aumento de fatalidades causadas pela nicotina, visto que, segundo a OMS - Organização Mundial da Saúde - a previsão é que o número de mortes alcance 900% em relação ao século anterior e, o mais preocupante é que a grande parte dos indivíduos não têm consciência da fatalidade dessa droga e dos prejuízos que pode causar. Logo, é necessário analisar os principais fatores e consequências da dependência de tal substância.
A princípio, sabe-se que o tabagismo é uma doença e, por isso, deve ser tratado e evitado. Entretanto, muitas pessoas veem no ato de fumar um meio de se socializar e de buscar prazer. Ademais, a OMS apresentou que em 2010 cerca de 60% da população não sabiam das doenças causadas pelo uso da nicotina, o que favorece o quantitativo de usuários seguido do aumento de casos ligados à essa dependência como ataques cardiovasculares e câncer de pulmão. Diante disso, percebe-se uma maior demanda de atendimento hospitalar que, por si só, já enfrenta falta de recursos. Dessa forma, torna-se evidente a inércia do Estado, pois, de acordo com a teoria de Biopoder do filósofo Michel Foucault, o governo tem a capacidade de controlar os problemas sociais e, nesse caso, proteger e conscientizar os cidadãos do sofrimento causado por essas possíveis doenças.
Outrossim, a dependência química gerada pelo tabaco potencializada pela estagnação das entidades públicas geram prejuízos econômicos e ambientais. Isso porquê, o desencadeamento de doenças é diretamente proporcional ao aumento das despesas com tratamento e inversamente proporcional à produtividade dos usuários. Prova disso, o Instituto Nacional do Câncer mostra que no último século o tabagismo gera perda de 56 bilhões anuais no mundo. Ademais, os resíduos de cigarros contêm substâncias tóxicas que, quando em contato com o meio ambiente, favorecem o agravamento do efeito estufa e a contaminação do solo.