Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 19/08/2019
Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman em sua concepção de modernidade interligada, “o homem é responsável pelo outro, seja de modo explícito ou não”. Entretanto, infelizmente essa ideia não se concretiza no atual cenário brasileiro, pois tem sido evidente o descaso político quanto ao tabagismo no século XXI. Dessa maneira, convém analisar como a desinformação e as despesas ao país se relacionam com o impasse.
Em primeiro lugar, tem-se o desconhecimento de grande parcela do corpo civil sobre os malefícios do tabaco. Com efeito, segundo dados divulgados pela Revista Veja, 30% dos fumantes acreditam que fumar poucos cigarros por dia não é prejudicial. Logo, mesmo com as imagens de alerta sobre as consequências do uso do cigarro nas embalagens, parte da população não tem o conhecimento da relação do hábito de fumar com o surgimento de doenças como câncer de pulmão, que leva a morte de milhões de pessoas. Dessa forma, o pequeno alerta apenas na embalagem do cigarro torna-se obsoleto frente na atual conjuntura.
Ademais, o exacerbado desembolso governamental decorrente do tabagismo configura-se como um grande problema. Atualmente, o Ministério da Saúde divulgou que o Brasil gasta em média 21 bilhões de reais por ano com despesas geradas pelo fumo do tabaco, tirando os impostos arrecadados pelo cigarro, tem-se um prejuízo de 14,7 bilhões de reais por ano. Assim, essa situação causa um rombo nos cofres públicos, que precisa investir nos hospitais para atender à população que sofre com os efeitos do cigarro. Desse modo, é notória a necessidade de uma campanha contra o fumo, para mitigar a situação.
Destarte, com o intuito de atenuar o dilema da desinformação e das despesas públicas, é necessário que o Ministério da Saúde em parceria com a Mídia, promova campanhas de conscientização que detalhem todos os problemas decorrentes ao fumo do cigarro — como o câncer de pulmão, problemas respiratórios e outros —, por meio de comerciais na televisão aberta e documentários divulgados nas redes sociais de mais destaque, como por exemplo, Facebook, Twitter e Instagram. Feito isso, a ideia de Bauman sobre a modernidade interligada se concretizará no Brasil e em longo prazo, serão atenuadas as implicações que tangem os problemas do tabagismo no século XXI.