Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 14/08/2019
Velhos hábitos não morrem
Tabagismo, termo utilizado para designar a dependência, tanto física como psicológica, de nicotina, substância encontrada no cigarro e responsável por fazer os usuários se tornarem dependentes. Produtos contendo esse tipo de matéria não são novidade no comércio brasileiro, bem como os diversos problemas que seu uso contínuo proporciona, contudo a grande preocupação reside no fato do número referente ao consumo entre jovens, mesmo com as consequências esclarecidas, estar aumentando.
As décadas de 70 e 80 foram os anos de ouro do tabaco e seus similares. Tendo em vista que o ato de fumar era visto como algo elegante e que possibilitava uma melhor inclusão no meio social da época a ingestão tornou-se excessiva, e o hábito foi sendo sendo passado ao longo de incontáveis gerações. Em síntese o uso exagerado do cigarro somente serviu para exemplificar as inúmeras consequências, como graves doenças envolvendo o sistema respiratório, pela forte dependência dessas substâncias. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3,5 milhões de pessoas morrem por ano vítimas do fumo.
Ademais, o problema central envolvendo o tabagismo se foca especialmente na parte jovem da população, uma vez que o alto consumo se mostra em níveis alarmantes. A fácil associação do cigarro à bebidas alcoólicas, bem como seu efeito na pressão sanguínea em casos de ansiedade, faz com que o seu uso se torne extremamente comum entre a comunidade mais nova. O fator de risco está na composição do produto comercializado atualmente, a qual são encontradas mais de 4 mil substâncias tóxicas ao ser humano. Dados do Ministério da Saúde apontam que o aumento na circulação de cigarros entre pessoas de 18 a 24 anos foi de 8,5% no último ano.
Diante disso, tendo como objetivo a diminuição do tabagismo, principalmente entre a população jovem, certas medidas se fazem necessárias. O Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Educação, deve criar campanhas sociais e projetos educacionais que visem demonstrar as graves consequências do uso de produtos que contenham a nicotina, atuando em todas as cidades e escolas, sejam elas públicas ou privadas, por meio de palestras explicativas e histórias reais de vítimas, para que com isso esse péssimo hábito não seja mais uma vez passado para a próxima geração.