Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 18/08/2019
Estrutura modificada
No período colonial do Brasil, o fumo destacara-se em segundo lugar no comércio de exportação e utilizava-se na troca por escravos na África. Assim, a nociva cultura do tabagismo advém com o capitalismo e, ainda sofre com os frutos que dele brotam - uma barbárie, incoerentemente, (oni) presente.
A priori, a busca por matérias primas que garantissem o sucesso na comercialização faz-se presente desde o início da colonização tupiniquim. Nesse sentido, o tabaco evoluiu de substância para um dos produtos mais consumidos dentre a população mundial, visto que apresenta grande quantidade de nicotina - elemento que gera dependência. Por esse prisma, o Brasil compra cigarros contrabandeados do Paraguai, que representa 50% dos produtos, segundo a Receita Federal, as apreensões cresceram à medida que o mercado expande pela diferença de preço entre o comércio. Nesse viés, para inibir a compra de produtos do Paraguai, o Ministro da Justiça, propôs reduzir o imposto do cigarro, no entanto, Sérgio Moro foi criticado, já que aumentará o consumo do tabaco, elevando o número de mortes relacionadas ao cigarro.
Sob essa ótica, o hábito de fumar encena o gatilho para o aparecimento de cerca de 50 doenças, sobretudo as cardíacas, pulmonares e cânceres, além de enfraquecer o cabelo, reduzir o paladar e o olfato. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o cigarro mata 4,9 milhões de pessoas por ano e em 2030 serão 10 milhões de usufruidores. Dessarte, abaixar o preço do cigarro não irá favorecer a população, mas sim a indústria do tabaco. Por conseguinte, estes recortes devem ser extremamente combatidos por um Estado que se pretende ser eficaz em proporcionar condições saudáveis de vida a seus cidadãos.
Infere-se, pois, que o descabido tabagismo conclama políticas públicas ativas. Dessa forma, o Ministério da Justiça e Segurança Pública precisam realizar fiscalização efetiva das fronteiras, por meio de contratação de profissionais capacitados, a fim de atuar diretamente no contrabando de cigarros. E, o Ministério da Saúde, deve acolher os fumantes, com a distribuição de adesivos que ajudem a minimizar o desejo de fumar, além de grupos de terapia e apoio psicológico, para que atenuem esse problema de saúde pública. Logo, estratégias que modifiquem a cultura da nação verde amarelo.