Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 13/08/2019
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o cigarro mata mais de 7 milhões de pessoas por ano, o que torna o combate ao tabagismo algo indispensável à promoção de saúde. Por isso, é necessário que os governos de todo o mundo promovam medidas capazes de informar e tratar a população, além de estabelecerem normas a fim de diminuir os danos trazidos pelo uso do cigarro.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o uso do tabaco já passou por diferentes concepções na sociedade, de proibições severas a objeto de pessoas consideradas finas. No entanto, no século XX, com a Revolução Industrial, a versão industrial do produto foi criada e passou a ser consumida em grande escala. Assim, o tabaco é uma das principais causas evitáveis de morte no mundo, de acordo com a OMS, e está relacionado a doenças como câncer, doenças cardiovasculares e doença pulmonar obstrutiva crônica; também é preocupante o fato de mesmo os não fumantes terem seu bem estar prejudicado, como afirma a Pesquisa Especial de Tabagismo, 22 milhões de brasileiros são fumantes passivos.
Em segundo lugar, devido aos problemas de saúde causados pelo fumo, o Brasil gasta 21 bilhões de reais por ano, de acordo com a revista Galileu, o que contribui para a ineficiência e sobrecarga do Sistema Único de Saúde (SUS), além do prejuízo para o Estado. Por conseguinte, o país busca amenizar o problema, ao aderir às medidas globais da OMS, como as políticas de prevenção, por isso é considerado o segundo país que mais da exemplo no combate ao tabagismo. Contudo, é possível fazer mais, um marco importante foi a criação da Lei Antifumo que proíbe o fumo em locais parcial ou totalmente fechados, mas sabe-se que há várias famílias que, em virtude de um dos membros ser fumante, estão sujeitas a adquirir doenças respiratórias, por exemplo.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse, com esse fim o Ministério da Saúde (MS) deve realizar, através do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), atividades com famílias em risco de desenvolver doenças relacionadas à tal prática; o PNCT pode buscar informações junto ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) das cidades e parceria com seus profissionais. Dessa forma, após a obtenção de dados e formação oferecida pelo MS, profissionais de saúde e assistentes sociais poderão realizar visitas às famílias selecionadas e orientá-las dos problemas causados pelo uso do cigarro, além de oferecer apoio aos que desejam a cessação; os agentes acompanharão os usuários mensalmente e, em caso de resistência do fumante e possíveis danos à saúde de algum membro, a assistência social poderá encaminhar o caso para o Judiciário.