Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 18/08/2019

“O preconceito é o filho da ignorância” de William Hazlitt reflete a imagem do tabagismo no século XXI, quando o uso do cigarro passou de moda para uma condenação embasada em preconceitos que estão originando novos malefícios para a sociedade.

Grande parte do prejulgamento em relação ao tabagismo é pela falta de informação que provam que ele é uma doença. A nicotina é uma substância presente no cigarro que, quando ingerida estimula a liberação de dopamina (hormônio do prazer), que quando ausente, o corpo produz a noradrenalina (hormônio da irritabilidade). A doença vem justamente dessa dinâmica que causa a dependência, considerando que o cigarro é mais viciante que a heroína e a cocaína. Essa dependência causa várias enfermidades respiratórias e cardíacas.

Apesar dos efeitos do tabagismo serem conhecidos pela maioria, as pessoas também ganham influências midiáticas. A série “Stranger Things” já foi muito criticada por apresentar personagens tanto velhos, quanto jovens fumando e, portanto, podendo incentivar o seu público a fumar. Porém, aqueles que se atentam aos efeitos nocivos do cigarro, acabam escolhendo o cigarro eletrônico e o narguilé, que possuem a nicotina na formulação.

Portanto, o Sistema Único de Saúde em conjunto com a mídia deve tratar o tabagismo como doença e criar campanhas de conscientização que sejam presentes nas escolas e nos postos de saúde, essa campanha deverá durar permanentemente, à medida que essa ação for implantada, será possível perceber uma diminuição de fumantes e do preconceito. É necessário, em adição, prestar um cuidado maior com o cigarro eletrônico e o narguilé, palestras deverão ser feitas nas escolas de seis em seis meses com debates realizados pelos alunos. Com essas medidas, a população terá mais conhecimento e menos preconceito com relação ao tabagismo, impedindo que os mesmos problemas ocorram novamente.