Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 20/08/2019
No século XX, o “glamour” relacionado ao consumo de cigarros foi um dos principais responsáveis pela expansão do tabagismo no mundo. Todavia, ainda que nas últimas décadas o índice de fumantes tenha reduzido mundialmente – cerca de 40% no Brasil, segundo dados da Agência Brasil -, a expansão de produtos que asseguram novas formas do uso do tabaco tem ganhado destaque no mercado e prejudicado, principalmente, as populações mais jovens, o que se deve a fatores como a diversidade das formas de consumo e a facilidade de aquisição.
A princípio, verifica-se que o declínio do mercado de cigarro em algumas regiões impulsionou a produção de novos aparelhos e formas para o uso do fumo. Uma indústria que se mantinha, prioritariamente, da venda de um produto que se tronou alvo de ameaças quando os mercados da saúde e beleza começaram a crescer, viu-se obrigada a inovar o modo de consumo da planta. Sob esse viés, concedeu destaque à produção de aparelhos eletrônicos e outros que, em alguns casos, fazem uso de uma taxa de nicotina menor -como narguilés-, mas que ainda sim, são extremamente prejudiciais devido a fumaça que, quando inalada, a longo prazo, pode resultar em doenças cardiovasculares e respiratórias, além do surgimento de cânceres.
Outrossim, outro fator que viabiliza a maior utilização do fumo é a facilidade em adquiri-lo. Por mais que existam leis relacionadas ao assunto e que proíbam a venda para menores, a acessibilidade para esses produtos “concede” seu uso a qualquer indivíduo sem quase (ou nenhum) impedimento. Logo, as poucas restrições na compra (preços baixos, comércio ilegal -via internet ou não-), contribuem para a iniciação de jovens no tabagismo e, consequentemente, em maiores gastos públicos, além de mortes que poderiam ser evitadas.
Logo, infere-se, por conseguinte, medidas efetivas para resolver problemas causados pelo consumo de rapé. É de urgência que se faça, nos municípios, uma restruturação da grade escolar. Devido a isso, as prefeituras em parceria com especialistas da saúde e educação, devem investir na inserção de aulas e trabalhos sobre saúde pública, doenças e vícios, os quais precisam ser realizados na comunidade e com foque, principalmente, nos indivíduos que apresentam enfermidades ou vícios (depende do contexto direcionado). No intuito de que, dessa forma, jovens venham a ter mais conhecimento dos problemas causados pelo uso de tais substâncias, como, por exemplo, o tabaco, e buscar inibir sua utilização, além de conscientizar e ajudar outras pessoas.