Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 12/08/2019
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o consumo excessivo do tabagismo, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática, e a problemática persiste, intrinsecamente, ligada à realidade do país, seja pelos graves problemas de saúde, seja pelo agravamento ambiental. Logo, esses desafios devem ser superados de imediato para que haja maior harmonia em sociedade.
Em primeira instância, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles ‘‘a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado’’. De maneira análoga, é possível perceber que, mundialmente, o ato de fumar tornou-se modismo, uma forma de mostrar ‘’elegância’’ ao público, fato muito comum em filmes antigos e em séries, como por exemplo em Peaky Blinders, na qual o protagonista é gravado em todas as cenas fumando. Contudo, segundo a terceira lei de Newton, toda a ação gera uma reação e, consequentemente, custando à vida desses indivíduos, pois o uso excessivo do tabaco causa câncer, problemas respiratórios, entre outros fatais.
Outrossim, destaca-se os diversos problemas ambientais como impulsionador do problema. Ademais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de produtos derivados do tabaco não apenas prejudica a saúde das pessoas, mas também causa um enorme dano ao meio ambiente. Todavia, os resíduos de tabaco contém milhares de substâncias químicas tóxicas que envenenam não apenas a atmosfera, mas, principalmente, os solos, mares e rios. É evidente, que o tabaco gera efeitos nocivos ao meio ambiente, desde sua produção que requer o uso de agroquímicos que contribui para o desflorestamento.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Ademais, o Governo, juntamente com a mídia, devem promover ainda mais debates e propagandas alertando as graves consequências do tabaco a saúde e ao meio ambiente, a fim de haver maior conscientização da população a respeito de seus riscos. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire ‘‘a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo’’. Logo, o Ministério da Educação (MEC), deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos que discutam com os jovens, desde cedo, os malefícios da substância, para que assim tenham uma melhor definição sobre o uso e futuramente não a desejem.