Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 19/08/2019
O tabagismo é uma prática bastante comum e de grande participação no cinema e na televisão desde os anos 20, época na qual o cigarro transmitia beleza, rebeldia e status social, fato contribuinte para o crescimento do número de fumantes. Entretanto, na conjuntura contemporânea, discussões acerca do fumo corroboram os malefícios que esse ato traz às pessoas, prejudicando o seu próprio bem-estar e de outras que convivem com elas.
Em primeiro plano, verifica-se que o cigarro, por conta das substâncias químicas encontradas em sua composição, pode originar mais de cinquenta doenças, sendo elas respiratórias (bronquite, laringite, tosse e enfisema pulmonar); cardiovasculares (acidente vascular cerebral, infarto); podendo até causar diversos tipos de câncer. Além disso, uma das substâncias mais perigosas encontradas no cigarro é a nicotina, uma droga bastante poderosa que atua no sistema nervoso central incentivando a liberação de dopamina, um neurotransmissor que gera a sensação de prazer e ocasiona a sujeição do usuário ao tabagismo. Sob esse viés, dados divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), afirmam que 428 pessoas morrem por dia no Brasil por causa da dependência à nicotina, salientando, assim, o número elevado de mortes por conta do vício no cigarro.
Em segundo plano, observa-se que os fumantes passivos, aqueles que não fumam mas convivem com pessoas que são ativos, correm diversos riscos, muitas vezes piores do que os próprios fumantes. Ao inalarem passivamente a fumaça, com o decorrer do tempo, podem desenvolver os mesmos problemas respiratórios e cardiovasculares dos dependentes. Concomitante a isso, segundo uma pesquisa realizada pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), cerca de 890 mil mortes relacionadas ao tabaco são de pessoas não fumantes, que foram expostas ao fumo passivo, tais dados ratificam os altos riscos que não fumantes estão sujeitos ao conviverem e se relacionarem com pessoas que possuem esse vício danoso.
Portanto, fica claro que o tabagismo é extremamente nocivo à saúde das pessoas. Dessa forma, o Governo junto ao Ministério da Saúde devem promover a construção de clínicas e realizar grupos de apoio aos viciados, para melhor tratamento e monitoramento médico que auxiliam o abandono do uso do tabaco. Ademais, devem proporcionar palestras e propagandas sobre os prejuízos ocasionados pelo tabagismo, a fim de mostrar as consequências do fumo e da nicotina no organismo dos fumantes passivos e ativos, para, então, reduzir o número dessa prática bastante prejudicial à saúde e bem-estar das pessoas.