Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 12/08/2019
Brás Cubas, o defunto-autor de Machado de Assis, diz em suas “Memórias Póstumas” que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado da nossa miséria. Talvez hoje ele percebesse acertada sua decisão: a postura de muitas pessoas frente ao Tabagismo no século XXI: problemas e consequências é uma das faces mais perversas de uma sociedade em desenvolvimento. Com isso, surge a problemática do Tabagismo que persiste intrinsecamente ligado á realidade do nosso país e do mundo, seja pela mortalidade cada vez mais crescente dos dependentes , ou pelas despesas e doenças que afetam diretamente a economia .
É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Conforme Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil e no mundo, as doenças causadas pelo tabagismo pode levar a morte e afetar a natalidade, rompendo essa harmonia; haja visto que, embora esteja previsto na constituição da isonomia, no qual todos devem ser tratados igualmente, pessoas com este tipo de dependência necessitam de uma atenção especial, são registrados diariamente cerca de 10 mil mortes por dia totalizando em um ano 4,9 milhões de indivíduos.
Outrossim, destaca-se as doenças causadas pela dependência como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade , generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que as despesas com saúde utilizadas com os usuários nos quais as principais doenças são câncer, diabetes, dificuldade de memorização, problemas cardíacos e pulmonares além de afetar a natalidade, gerando assim um gasto de 1,4 trilhão anualmente .
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarde, o Ministério da Saúde juntamente com cientistas , devem promover ações que reduza o uso do tabaco no mundo, criando clinicas de reabilitação, redobrando o cuidado com os adolescentes. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas pessoas mudam o mundo. Logo, ao se adotarem medidas firmes de controle ao tabagismo, os governos podem proteger o futuro de seus países.