Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 11/08/2019
Em meados do século XIX, na Inglaterra, de forma ilegal, comercializava ópio para os chineses que no início somente a usavam em tratamentos medicinais, mas com o contato progressivo o vício tornou-se preocupante para o governo vigente, surgindo assim a Guerra Anglo-chinesa. Analogamente,o mundo atual vive uma constante dependência do fumo que,de forma legal,consome a saúde do usuário e daqueles que o cercam.Desse modo,a insuficiência estatal no que tange as políticas educacionais primárias e as sazonais campanhas publicitárias contra o tabagismo são pontos nevrálgicos que corroboram para a constância de índices como,23.762 casos de câncer de pulmão conforme publicado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) EM 2017.
A priori, de acordo com Locke, o individuo nasce como uma Tabula Rasa que, através das experiências vividas na sociedade constrói o arcabouço sociocultural. Sob esse viés,quando o lançamento da prática de fumo fora consolidado,ter o costume do tabagismo era “status”que influenciava o início da prática na qual diferenciava dos demais.Desse modo,o constante uso torna o indivíduo dependente da nicotina contida no tabaco,acarretando malefícios à saúde e por fim,influenciam no cotidiano nas atividades ocupacionais do tecido social que,assim como o fumo estava prejudicando o funcionamento da nação chinesa,o mesmo ocorre no Brasil.
Outrossim, em residências, o tabagismo passivo engloba toda a família, inclusive as crianças que têm seu sistema respiratório em desenvolvimento e ainda pode vir a adotar tal costume. Nesse contexto,os educandários são fulcrais para o esclarecimento dos prejuízos ao fumar e enfraquecer tal cultura nociva.Ademais, campanhas que ocorrem em determinados picos de mortes evitáveis não são suficientes para a efetiva influencia a qual objetivam,pois fumantes demoram em alcançar a abstinência e sofrem com a ansiedade,sendo necessárias a constante ajuda e incentivo aos mesmos. Impende-se, portanto, diretrizes a fim de atenuar tal contexto problemático. Nessa conjuntura, a Organização Mundial da Saúde (OMS),em conjunto com o corpo docente das escolas,devem criar palestras educacionais mensalmente,com exposição dos prejuízos da nicotina não só no organismo humano,mas na realização de atividades básicas hodiernas,essas demonstrações têm como objetivo alertar,desde a tenra idade,o tabaco como danoso à saúde.Em adição,os veículos midiáticos têm que recriar constantes publicidades com relatos de ex-fumantes e apresentações de dados de mortes causadas pelo tabagismo.Essas campanhas serão realizadas com o fito de informar e incentivar àqueles que estão na luta contra o tabagismo.Assim,poder-se-á vencer a guerra entre o ópio contemporâneo e a saúde pública mundial.