Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 11/08/2019

No Mito da Caverna o filósofo da Antiguidade clássica, Platão, narra a história de homens vivem acorrentados e enclausurados dentro de uma caverna. Analogamente, à alegoria, os tabagistas são aprisionados pela dependência física e psicológica da nicotina, substância psicoativa presente no tabaco. Além disso, o tabagismo causas várias problemáticas devido ao risco de desenvolvimento de doenças, que por muitas vezes podem levar a óbito do indivíduo. Nesse contexto, devem-se analisar as causas e as consequências de tais impasses relacionada ao número de casos de doenças geradas pelo tabaco.

Primeiramente, é válido ressaltar, que o tabagismo pode causar problemas de hipertensão, doenças cardíacas, pulmonares e câncer, podendo levar o indivíduo a morte prematura. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o uso de tabaco mata cerca de sete milhões de pessoas a cada ano. Ademais, foi aprovada em 2011, mas regulamentada em 2014, a lei 12.546 na qual proíbe o ato de fumar cigarrilhas, charutos, cachimbos em condomínios, restaurantes e clubes – mesmo que o ambiente esteja parcialmente fechado pela uma parede, divisória, teto ou toldo. Entretanto, à prática deturpa a teoria, uma vez que ainda existe negligências entre os indivíduos da sociedade.

Por conseguinte, a inalação dos 4.700 componentes tóxicos contidos na fumaça afeta tanto a saúde dos fumantes ativos quanto a dos passivos. Ademais, exposição à fumaça do cigarro, para os fumantes e não fumantes, podem aumentar os riscos de doenças psiquiátricas. Segundo estudos da “University College London “, no Reino Unido, avaliou os níveis de nicotina (substância indicadora de exposição ao fumo) na saliva de 5,5 mil não fumantes e 2,7 mil fumantes sem históricos de doenças mentais e tipo de sofrimento psicológico, como depressão e transtornos de ansiedade. Desse modo, tornam-se nítidos tais problemáticas devido a exposição dos indivíduos  a esses gases tóxicos.

Portanto, cabe ao Estado o dever de fiscalizar o uso de tabagismo em todos os locais públicos e privados, como restaurantes e clubes, além de criar equipes de analistas que estabeleçam regras de atuação e, programas de reabilitação para as pessoas viciadas no fumo e disponibilize adesivos de nicotina para os fumantes pegar nos postos de saúde público. Por fim, cabe ao Ministério da Saúde em conjunto com às mídias online e televisiva, o dever de fazer campanhas de conscientização com ajuda de médicos especialistas nas doenças causadas pelo uso de tabaco, com intuito de falar e alerta a população sobre as futuras consequências do uso do fumo e os riscos para saúde do fumantes e não fumantes, afim de conscientizar a sociedade sobre os graves riscos do tabagismo para saúde.