Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 10/08/2019

Desde o Iluminismo entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a difusão do tabagismo e a despreocupação da indústria diante das consequências causadas por esta propagação, verifica-se que este ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse sentido, convém realizar uma análise dos principais efeitos causados por esta atitude negligente para a comunidade e para o planeta.

É indubiável que a administração da saúde pública e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o quilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a falta de apoio às pessoas viciadas em cigarro rompe essa harmonia, haja vista que, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a epidemia do tabagismo continua sendo a maior ameaça à saúde pública, porém, não são fornecidos tratamentos gratuitos e de fácil acesso por parte do Governo.

Outrossim, destaca-se a falta de responsabilidade para com o meio ambiente como uma problemática interligada ao cigarro. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a produção de cigarrilhas agride consideravelmente a saúde do planeta, pois consoante o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o cultivo de tabaco exige o uso de agrotóxicos em altos níveis, que contaminam o solo e o ar.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de uma sociedade mais justa e saudável. Dessa maneira, urge que o Ministério da Saúde deve executar a distribuição de adesivos antifumo, por meio do SUS (Sistema Único de Saúde), para pessoas com alta depedência ao fumo, promovendo um tratamento para pacientes sem condições. Ademas, o Ministério do Meio Ambiente pode instruir palestras conscientizantes nas indústrias, discutindo principalmente a redução da produção de traalho e o combate ao uso de agrotóxicos. Dessa forma, é possível impulsionar uma melhoria nas condições ambientais e sociais que tangem o uso e fabricação de produtos nocivos à saúde.