Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 13/08/2019

No limiar do século XXI, o tabagismo aparece como um dos problemas mais evidentes na sociedade. A partir de tal questão, jovens são influenciados a fumar e, por conseguinte, apresentam dificuldades para abandoná-lo. Nesse contexto, apesar de inovações tecnológicas nessa área, a omissão do poder público está entre as raízes da problemática, haja visto que a falta de fiscalização sobre as empresas configuram cenário ideal para uso de componentes tóxicos na sua produção. Diante disso, vale discutir a cultura do tabaco, a influência midiática sobre seu uso e a importância da educação para a construção de uma sociedade saudável.

Em primeiro plano, a habituação da cultura do tabaco pela sociedade configura-se um grande impasse. Tal conjuntura relaciona-se com a teoria da socióloga Hannah Arendt, a qual afirma que determinadas atitudes, de tão repetidas, tendem a tornar-se não só comuns, como também não merecedoras de atenção. Seguindo essa linha de raciocínio, no século XX, crianças eram influenciadas por veículos midiáticos e pelos próprios pais a fumarem. Sendo isso considerado algo admirável, bonito e comum na sociedade, não dando devida atenção e cuidado a esse habito. Assim, houve o desenvolvimento de um grande contingente de fumantes na sociedade contemporânea. Analogamente, estudos do Instituto de Pesquisas de Campinas apontam mais de 18 milhões de fumantes no Brasil.

Outro ponto em destaque nessa temática, é a relevância do cigarro no âmbito da saúde mundial. Nesse sentido, analisa-se que, anualmente, mais de 7 milhões de pessoas morrem em consequência das substâncias tóxicas presentes no cigarro. Consoante às doenças que usuários desenvolvem está o perigo da inalação passiva da fumaça dos cigarros. Em virtude disso, diante do aumento da exposição para com as toxinas liberadas com a queima do cigarro, esses compostos químicos penetram nas vias aéreas dos fumantes passivos. Desse modo, a importância da educação básica sobre os riscos não apenas do cigarros como de qualquer outra droga torna-se latente, haja visto que as futuras gerações se encontram fragilizadas quanto ao tema. Assim, o cigarro configura-se um problema público que deve ser fiscalizado e administrado para que a saúde da população seja firmada.

Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para atenuar o consumo e os efeitos do tabaco na sociedade. Cabe ao Ministério da Educação desenvolver projetos sociais, feiras de ciências e palestras em instituições de ensino com o objetivo de instruir as futuras gerações sobre os riscos do tabaco. Ademais, é papel do Ministério da Saúde criar projetos em hospitais públicos com consultas a psicologos e psiquiatras de modo a atingir fumantes e auxilia-los no processo de desintoxicação do cigarro. Desse modo, a sociedade sofrerá cada vez menos com doenças relacionadas ao tabagismo.