Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 09/08/2019
Em esfera mundial, o tabagismo é considerado um problema de saúde pública de difícil controle. Logo, o uso indiscriminado do cigarro ocasiona milhões de mortes e medidas para o seu controle mostram-se cada vez mais ineficazes, o que se deve a fatores como livre acesso a droga e insensibilidade coletiva aos problemas de saúde ocasionados pela sua utilização.
Historicamente, a circulação e utilização do cigarro estava vinculada a noção de “status social”. Séculos mais tarde, a indústria tabagista ganhou força e empresas capitalistas passaram a inserir à droga com menor custo no meio social, levando a legalização do uso em quase todo o mundo. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2018, 15 em cada 100 brasileiros fumam ou já tiveram contato com a droga, o que demostra a banalização dessa prática maléfica.
Nesse sentido, não são poucas ou irrelevantes as discussões acerca do tabagismo e seus riscos para saúde da população. Ampliando esta ótica, a Organização Mundial de Saúde elenca uma diversidade de patologias causadas pelo uso ou inalação da fumaça do cigarro, doenças pulmonares crônicas e irreversíveis, por exemplo, são as mais comuns e milhões são gastos para tratar as complicações de saúde advindas das substâncias que o compõe, como a nicotina. Desse modo, o tabagismo ativo ou passivo caracteriza comportamento de risco para toda sociedade.
Evidenciam-se, portanto, a necessidade de se tratar as causas e não as consequências da dependência do cigarro. A fim de efetivar mudanças no comportamento do indivíduo tabagista, órgãos internacionais em parceria com as diversas nações do globo devem instituir metas de erradicação do tabagismo por meio de tratamentos eficazes e gratuitos que combatem a dependência. Paralelo a isso, legislações internacionais mais rígidas na fiscalização do contrabando e do comércio ilegal dessa droga que assola a saúde do planeta.