Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 11/08/2019

Nos anos 80, o tabaco foi considerado um sinal de glamour e luxúria e uma das propagandas mais criativas da época fora a publicidade do cigarro Hollywood. Em contrapartida, os efeitos do vício que cresceu ao longo das décadas se perpetuam até os dias atuais. Visto que há uma ausência de divulgação dos centros de recuperação em consonância com a falta de atitudes públicas no combate ao tabagismo, o fato demonstra um problema a ser revisado.

Primeiramente, poucos brasileiros reconhecem os centros de recuperação como uma medida necessária. O que ocasiona em milhares de usuários sofrendo com doenças causadas pelo vício não combatido. Por exemplo, segundo dados da Vigitel, em 2017, 10,1% da população de maiores de 18 anos era fumante, mostrando que grande parte da população brasileira está sujeita à problemas respiratórios, cânceres de pulmão, entre outras doenças.

Ademais, a falta de combate ao tabagismo é um fator que agrava a problemática. Consequentemente, a normalização do vício se torna um fato entre a sociedade, de forma a aumentar o número de fumantes e ocasionar a entrada precoce no vício. Como prova, segundo a pesquisa Pense, em 2015,18,4% dos alunos do 9º ano no Brasil já haviam experimentado o cigarro.

Portanto, o tabagismo no século XXI se tornou um problema alarmante. Desta forma, é dever do Estado investir na recuperação dos fumantes, por meio da criação e divulgação de centros de recuperação gratuitos, a fim de evitar o agravamento da situação e amenizar seus efeitos. Além disso, é dever do Ministério da Saúde fortalecer as campanhas de combate ao cigarro, por meio de palestras e o uso da mídia, com o fito de evitar que a população de usuários cresça. Deveras, o Brasil poderá desmaterializar o glamour do tabaco nos próximos anos.