Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 10/08/2019

Na história de muitas tribos indígenas brasileiras há registros do uso de tabaco para fins medicinas e ritualísticos. Hodiernamente, a substância é amplamente consumida para fins recreativos, fator que se tornou um dos grandes problemas do século XXI. Nesse contexto, é essencial analisar o principal infortúnio do tabagismo e as consequências deste vício.

Em primeira análise, é fundamental destacar o uso, cada vez mais, precoce do tabaco. Segundo um estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, um a cada três jovens fuma antes dos 12 anos. Tal conjuntura ocorre, principalmente, pela necessidade de integração em círculos sociais e influência de amigos, tendo em vista que nesta fase os adolescentes têm uma mente mais manipulável. Por conseguinte a esta circunstância, o hábito pode se tornar um vício e causar danos irreversíveis à saúde dos afetados. Assim, explicita-se a gravidade do tabagismo precoce, bem como suas motivações e ilações.

Em uma passagem do livro “Quem é você, Alasca?”, a protagonista expressa uma das frases mais emblemáticas da obra: “vocês fumam para saborear, eu fumo para morrer”. Fora da ficção, diferentemente de Alasca, muitas pessoas fumam para saborear, porém, acabam tendo, no mínimo, graves problemas de saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil gasta quase 57 bilhões de reais com doenças causadas pelo tabagismo, número que causa um impacto enorme nos cofres públicos. Dessa maneira, fica clara a sobrecarga que o uso do cigarro gera no sistema de saúde, infortúnio que tende a piorar em razão do supracitado uso precoce.

Destarte, medidas devem ser executadas para solucionar o impasse. Cabe às Escolas combaterem o tabagismo precoce, por meio de palestras com médicos e psicólogos, as quais visem não só expor os malefícios do vício, mas também desenvolver a saúde mental dos adolescentes, para que estes não sejam influenciados tão facilmente por outros indivíduos. Além disso, ONGs municipais devem criar grupos para tabagistas, para que possam formar uma rede de apoio para abandonar ou reduzir o vício.