Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 18/08/2019
Durante a Era de Ouro de Hollywood, filmes protagonizados por atores como James Dean e Audrey Hepburn propagandeavam o cigarro como um objeto ligado à juventude e ao status. Atualmente, esse danoso hábito ainda persiste, visto que, de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 10% dos brasileiros são fumantes. Frente a essa realidade, torna-se necessário reduzir as taxas de tabagismo para se propiciar saúde e bem-estar social.
Em um primeiro plano, é importante ressaltar os fatores que contribuem para a manutenção do tabagismo no século XXI. Sob a ótica do sociólogo Zygmunt Bauman na obra Modernidade Líquida, a sociedade contemporânea é fortemente caracterizada pela liberdade individual e pelo imediatismo, o que resulta em inconsequências, como o vício em nicotina. De fato, a busca por prazeres efêmeros encontrados nas substâncias tóxicas presentes no cigarro conduz o indivíduo à ignorância de seus efeitos em longo prazo. Com isso, tem-se um corpo social dependente e controlado pelo tabaco.
Em decorrência disso, a cultura do tabagismo resulta em graves males à saúde dos fumantes passivos e ativos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, o fumo é fator de risco para diversas doenças cardíacas, pulmonares e oncológicas. Com efeito, esses dados demonstram que a inalação dos mais de 5000 compostos nocivos do cigarro ocasionam prejuízos à saúde pública, fato que vai de encontro ao previsto pela Constituição Federal de 1988. Logo, é imprescindível reverter esse quadro para que o Estado efetive a garantia da qualidade de vida.
Portanto, urge que medidas sejam realizadas para diminuir o hábito do fumo na sociedade brasileira. Desse modo, torna-se necessário que o Poder Executivo eleve a carga tributária sobre o valor do cigarro a fim de limitar seu consumo e, assim, diminuir os prejuízos que este gera à saúde pública. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde incentivar o combate ao vício, divulgando e oferecendo tratamento contra o tabagismo nos postos públicos de saúde, complementando a redução do uso do cigarro. Desse modo, torna-se possível implementar uma cultura livre dos males advindos do fumo e, com isso, possibilitar o bem-estar social.