Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 09/08/2019
O consumo do cigarro, produto composto pelo tabaco, retoma às civilizações pré-colombianas, nas quais era, muitas vezes, usado em rituais religiosos. Em meados do século XX, ele se popularizou, devido aos investimentos em publicidade, e foi nessa época que o ato de fumar passou a ser visto como algo legal, que atribuía ao fumante uma imagem diferenciada. Atualmente, o contexto já não mais o mesmo, e o tabagismo é enfrentado como uma questão de saúde pública, tendo em vista seus prejuízos ao bem-estar do viciado e, também, aos cofres públicos.
De fato, o número de fumantes no Brasil é bastante significativo, característica comprovada pelo levantamento da OMS (Organização Mundial da Saúde), no qual o país ocupava a 8ª posição no ranking mundial, com aproximadamente 18 milhões de usuários. Nesse sentido, um dos fatores que contribui para a situação é a facilidade de acesso ao cigarro, que é disponibilizado em diversos estabelecimentos e pode ser comprado sem muitos problemas. Além disso, a influência dos núcleos sociais, como a família e os amigos, também faz com que o ato se torne mais frequente, uma vez que o convívio com tabagistas tende a naturalizar a prática. Assim, muitos indivíduos tendem a iniciar o consumo, devido ao fato de estarem habituados a isso, o que os insere na ação social tradicional, do sociólogo Max Weber, segundo a qual o ser humano age de acordo com o meio em que está envolvido.
Ademais, é importante ressaltar as consequências do tabagismo para toda a sociedade, levando em conta que as doenças decorrentes do hábito de fumar demandam muitos investimentos para serem curadas. Como exemplo, um usuário, ao desenvolver algum tipo de câncer, como o de pulmão, necessita de uma estrutura adequada para seu tratamento, com medicamentos e especialistas aptos para atuarem. Com isso, em um contexto nacional, em que, de acordo com a matéria publicada pela Revista Galileu, o número de afetados pela doença contabiliza 23,8 mil pessoas, os gastos aumentam exponencialmente. Desse modo, é notável o quanto a sociedade está interligada, pois o comportamento de alguns grupos torna-se um obstáculo para seu bom funcionamento, à medida que interfere na vida de outros indivíduos, o que comprova a teoria durkheimiana de que o meio social atua como um organismo biológico.
Dessa forma, torna-se evidente a necessidade de medidas que visem combater o tabagismo. Para tanto, o Ministério da Saúde deve desenvolver campanhas educativas, por meio de cartazes, panfletos e comerciais na televisão, de modo a informar os indivíduos acerca dos riscos do tabaco e dos tratamentos disponibilizados à população. Além disso, cabe às secretarias de saúde municipais ampliar os programas de combate ao fumo, ofertando medicamentos de suplementação à nicotina, que inibam a irritabilidade e, também, desenvolvendo grupos de apoio aos viciados, com o intuito de intensificar o processo. Assim, será possível amenizar os problemas relacionados ao consumo de cigarro e, consequentemente, proporcionar melhor qualidade de vida aos cidadãos.