Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 08/08/2019

Entre as décadas de 1970 e 1990 as produções cinematográficas hollywoodianas foi um dos campos que popularizou a ideia de consumo de cigarros por meio das exibições de belos atores e belas atrizes que transmitiam elegância e poder ao fumarem. Ainda que, com o passar dos anos, ações de restrição ao tabagismo lideradas por ações tanto governamentais como não governamentais fossem cada vez mais constantes, o uso de cigarros continua a ser um dos maiores problemas vigentes enfrentados por milhões de pessoas.

Por certo, a persistência da própria produção de cigarro nas indústrias se destaca como o maior responsável pela permanência dos mesmos no mercado nacional e internacional. Os empresários tiveram postura negligente por muito tempo ao omitir informações que cabiam ao público consumidor ter ciência e, ainda, assumir táticas comerciais que deturpam a grave realidade que cerca o fumante. Há validação de tais fatos quando a Advocacia Geral da União (AGU) toma a atenção no Brasil neste ano ao solicitar à Justiça Federal que condenasse as fabricantes de cigarros e suas matrizes no exterior para compensar os gatos públicos de saúde decorrentes do uso do tabaco pelos brasileiros nos últimos anos, reafirmando o descuido social transparente das indústrias e de seus responsáveis.

Com isso, problemas na saúde física e psicológica surgem, uma vez que o tabaco possui muitas substâncias químicas altamente tóxicas, como arsênico, amônia e o monóxido de carbono. Essas são as responsáveis pelo desenvolvimento de doenças coronarianas, má circulação sanguínea e cânceres. A fumaça encontrada nos pulmões é composta basicamente por nicotina e alcatrão, sendo a primeira considerada por autoridades da Organização Mundial da Saúde mais viciante que a maconha e álcool, gerando alta dependência, nervosismo e irritação; e o segundo, a proliferação do câncer. Ainda, é válido destacar as queimadas e as derrubadas de árvores visando o plantio do tabaco e a retirada de madeiras para os demais processos da indústria tabagista, intensificando os problemas ambientais.

Para tanto, em razão dos problemas com o uso de cigarros no Brasil, medidas devem ser tomadas para a minimização dos danos calculados. Para isso, o Governo Federal deverá incentivar a formação de novas leis por meio da legislação brasileira que exijam de todas as indústrias produtoras de cigarros do país a diminuição da produção daqueles em até 50%, assim a quantidade de plantas derrubadas e queimadas diminuirão, consequentemente a oferta e consumo também. Cabe ao Ministério da Educação a introdução de psicoterapia nas escolas de nível médio e superior, distribuindo os serviços  por intermédio de políticas públicas, desse modo, os jovens passariam a identificar  as situações que há riscos de se tornarem adeptos ao tabagismo e ajudar a enfrentá-los do melhor modo.