Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 11/08/2019

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo, responsável por óbitos relacionados às doenças crônicas não transmissíveis. Sob esse viés, problemas e consequências são referentes à questão do tabagismo na contemporaneidade. Logo, o óbice consiste na transgressão do direito à saúde, uma vez que torna o meio tóxico e gera fumantes passivos obrigatórios, com efeito a maximização dos gastos públicos.

Convém ressaltar, a priori, que a Constituição Federal vigente no Brasil garante condições de saúde a todos os indivíduos. Contudo, pessoas que convivem com fumantes são prejudicadas em razão dos radicais livres que são liberados no ar, esses altamente nocivos ao funcionamento do organismo. Consoante o filósofo Dahrendorf, a anomia é uma condição social quando as normas regulamentadoras do comportamento humano perderam a sua validade. Assim, a existência de fumantes passivos comprova o Estado anômico, pois esses têm seu direito ao bem estar arrasado.

Por consequência, o emprego de tabaco não afeta tão somente o consumidor, mas sim todo o meio. Desse modo, o contingente de pessoas afetadas é demasiado, assim como os gastos governamentais com a saúde dessa massa. De acordo com revista galileu, apenas 60% das despesas com o Sistema Único de Saúde (SUS) não estão vinculados às doenças provenientes do uso de cigarros. Destarte, esse vício representa efeitos negativos, primordialmente aos cofres públicos.

Portanto, medidas fazem-se necessárias para atenuar o índice de fumantes na atualidade. O governo federal, em parceria com o Ministério da Saúde devem disponibilizar agentes que inspecione casas, no intuito de identificar e punir, por meio de multas, tabagistas que submetem crianças e jovens às toxinas liberadas. Em adição, a mídia deve promover propagandas de cunho moral, de modo a causar reflexões a cerca do uso de tabaco. Todas  com objetivo de minimizar o impasse do tabagismo.