Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 14/08/2019

Durante o século XIX, China e Inglaterra travaram um conflito armado que ficou conhecido como Guerra Anglo-Japonesa. Na qual, a Inglaterra, visando mercado consumidor, viciou os chineses a partir do efeito narcótico do ópio, por meio de um comércio ilegal. No contexto brasileiro, analogamente ao entorpecente supracitado, destaca-se o uso do tabaco, propiciador de nocividades à saúde da população - principalmente à camada mais vulnerável socioeconomicamente- e por conseguinte, o aumento de doenças visto o desconhecimentos acerca dos efeitos colaterais do tabagismo. Dessa maneira, o Brasil enfrenta problemas e consequências entre a pobreza e o nicotismo populacional.

Em primeiro lugar, nota-se o malefício no uso do tabaco e sua relação direta com o pauperismo. Porquanto, de acordo com a OMS - Organização Mundial da Saúde- o tabagismo mata mais de 157 mil pessoas anualmente no país, das quais mais de oitenta por cento são constituintes da população pobre. Ademais, segundo Tânia Cavalcante, médica do INCA - Instituto Nacional do Câncer- “a associação entre pobreza e fumo é uma das relações mais consolidadas no conhecimento sobre tabagismo.” Com isso, expressa-se a interdependência entre narcotismo e renda.

Por conseguinte, denota-se que o baixo acesso à educação também permeia essa linha tênue. Haja vista, que segundo a BBC NEWS Brasil, “a tendência observada entre aqueles que fumam 20 ou mais cigarros por dia é: 3,3% na faixa de 0 a 8 anos de estudo; 2,4% de 9 a 11 anos; e 1,7% de 12 ou mais anos.” Dessa forma, exponencia-se que o percentual de fumantes aumenta a medida que a escolaridade diminui. Além disso, de acordo com o filósofo Immanuel Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele.” Destarte, evidencia-se que a problemática do tabagismo na sociedade brasileira deriva-se de uma lacuna em seu sistema educacional, que por sua vez impossibilita o conhecimento e, consequentemente, a busca por tratamento.

Portanto, para que os problemas e consequências do tabagismo sejam vencidos, urge que o MEC -Ministério da Educação- aliado ao governo federal, implemente nas escolas e comunidades periféricas campanhas de conscientização contra o uso do tabaco que, por sua vez, tragam informações concisas sobre suas malignidades. Outrossim, é crucial que as campanhas incentivem massivamente a busca por tratamento para os alunos e familiares fumantes, assegurando-lhes suporte na superação de tal vício. Para tanto, as elas devem ocorrer por meio de uma relação fidedigna entre escolas que disponibilizarão os espaços e postos de saúde regionais que fornecerão os profissionais para atuarem na consciencialização. Somente assim, ao contrário do ópio, o mercado do tabaco será desfalcado, a educação cumprirá seu papel social e tais problemas e consequências do tabagismo serão superados.